Surfista brasileiro reclama de tratamento recebido nos EUA

Impedido de entrar nos Estados Unidos, por estar com o visto errado, o surfista brasileiro Jihad Kohdr reclamou do tratamento recebido por ele no aeroporto de Dallas, de onde foi mandado de volta ao Brasil. O atleta é muçulmano e tentava ir ao Havaí, onde disputaria etapa do WQS, a segunda divisão do surfe mundial."A forma como me trataram foi horrível", contou Jihad, que não conseguiu entrar nos EUA por estar com o visto de turista quando o certo seria ter o de trabalho, pois ele iria competir no país. ?Enquanto o restante dos meus colegas seguiu viagem, eu fiquei. Sei que alguns viajavam também com visto de turista, mas não foram barrados.?Jihad já tinha sido barrado pelo mesmo problema em 2002, mas ele conseguiu resolver a situação do visto dentro do aeroporto norte-americano e pôde entrar no país naquela ocasião. Dessa vez, o surfista de 22 anos teve o visto de turista cancelado e foi extraditado."Me escoltaram até o avião como se eu fosse um criminoso. Foi horrível a maneira como as pessoas me olhavam?, afirmou Jihad, que é o atual campeão brasileiro de surfe. ?Quando cheguei ao Brasil, meus documentos foram entregues na Polícia Federal em Guarulhos e eu ainda tive um tratamento desnecessário por parte deles. Primeiro todos os estrangeiros foram atendidos e só por último me chamaram. Parecia até que eu ainda estava nos Estados Unidos. Não gosto de lembrar nem do jeito que a polícia de lá e daqui me trataram.?Jihad está em Santa Catarina, enquanto espera seu empresário Rodrigo Baptista tentar conseguir um visto para que ele possa voltar aos EUA e competir no Havaí - haverá outra etapa do WQS a partir de sexta-feira.?O Ministro (do Esporte, Orlando Silva) fez um pedido junto à embaixada americana em Brasília, em nome do governo brasileiro, para que ajudassem no meu caso. Mas até agora não deram resposta", revelou Jihad. ?Desde os meus 14 anos eu vou para o Havaí ou Califórnia participar de campeonatos amadores e profissionais. Só quero surfar.?O Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, responsável pelo visto de Jihad, ainda não se pronunciou sobre o caso.

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