Marcio Fernandes
Marcio Fernandes

Surfistas dão show na triagem em dias de ondas grandes no Havaí

Atletas da elite aproveitam para treinar

PAULO FAVERO, enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

09 de dezembro de 2015 | 18h24

Com as areias da praia de Pipeline lotadas e três jet-skis no mar, já dava para ter uma ideia de que seria um grande dia de ondas, que em alguns momentos chegaram a ter 15 pés, ou cerca de cinco metros de face. Nesta quarta-feira, começou a triagem que vai definir os dois classificados para a última etapa do Circuito Mundial.

A maioria dos 32 competidores era de havaianos locais, ou seja, surfistas que conhecem bem aquele mar. E mesmo eles tiveram dificuldades para garantir boas notas nas pesadas ondas. Mais cedo, logo no início da madrugada, o brasileiro Adriano de Souza, o Mineirinho, aproveitou para treinar em um momento que o mar já estava bem grande.

Ele está na casa de Jamie O''Brien, um surfista local e um dos maiores conhecedores de Pipeline, e tem aproveitado a estadia para treinar. "Na verdade, rolou um mês de onda que já estou aqui, mas acho que só tiveram umas três oportunidades boas para treinar. Estou bem fisicamente e a casa do Jamie O''Brien fica aqui atrás, então posso ver como está o mar de lá e ir para a água", disse.

Ele sabe que a onda de Pipeline não é para iniciantes. "É uma onda amada pelo fato de ser uma das mais perigosas, pois acaba criando um desafio muito grande para os surfistas, e temida porque a bancada é muito rasa. Se você cair de mau jeito, pode até morrer ou ficar alguns anos sem praticar o esporte", explica.

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