Kelly Cestari/ WSL
Kelly Cestari/ WSL

Surfistas de 18 países disputam R$ 432 mil em prêmios em Fernando de Noronha

Campeão do Oi Hang Loose Pro Contest fatura R$ 65 mil e 5 mil pontos no ranking do QS, a divisão de acesso

Andreza Galdeano / Fernando de Noronha, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2020 | 09h00

Mais de 100 atletas de 18 países vão entrar em cena na Praia da Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha, a partir desta terça-feira, dia 11, para a disputa do Oi Hang Loose Pro Contest. A competição abre o calendário da América Latina e conta com a presença de Filipe Toledo, quarto colocado no ranking da WSL (Liga Mundial de Surfe, na sigla em inglês) na temporada passada.

A etapa vai distribuir US$ 100 mil (R$ 432 mil) de premiação, sendo US$ 15 mil (R$ 65 mil) para o campeão, além de 5 mil pontos no ranking do QS, a divisão de acesso da modalidade. A pontuação pode ser decisiva para quem deseja entrar na elite do surfe e se juntar aos craques Gabriel Medina e Italo Ferreira, os representantes do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. 

"Estou indo com tudo, muito focado e espero que possa estar lá brigando mais uma vez", comenta Filipinho, que fez sua estreia em Fernando de Noronha aos 13 anos. "Gosto muito da Cacimba, uma onda perto, tubular, boa para aéreo também. Então, de alguma forma, deve se encaixar no meu surfe", disse ao Estado.

A competição será disputada na praia da Cacimba do Padre entre os dias 11 e 16 de fevereiro e quase metade dos competidores são brasileiros. Entre eles está o atual campeão Jadson André, o vice Yago Dora e Miguel Pupo. "Noronha faz parte do meu planejamento de pré-temporada, na verdade fica bem na metade da minha preparação, então serve como um ótimo treino", diz Pupo. "É um lugar legal, que adoro e onde já fui campeão antes. Poucas vezes um atleta ganhou duas vezes esse evento e para mim já é um objetivo. Seria uma grande honra poder vencer um campeonato tão especial como esse mais de uma vez. Então, a expectativa é grande", continua o surfista de Maresias.

No ano passado, Pupo ficou com a nona colocação ao ser superado pelo norte-americano Cam Richards. Agora, ele diz estar mais bem preparado. "Ainda tenho muita lenha para queimar. Acredito que tenho experiência suficiente. Já me sinto mais tranquilo, conheço os lugares, a pressão, os eventos. É um sentimento bom, de estar de volta", acrescenta.

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Ano passado, cheguei muito perto. Numa final apertada, acabei perdendo nos últimos minutos. Eu senti esse gostinho até o final da bateria e me foi tirado. Esse ano espero conseguir a vitória
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Yago Dora, surfista

Para Yago Dora, que ficou com o vice em 2019, o desejo é garantir o título desta vez. "Meu objetivo é vencer. Ano passado, cheguei muito perto. Numa final apertada, acabei perdendo nos últimos minutos. Eu senti esse gostinho até o final da bateria e me foi tirado. Esse ano espero conseguir a vitória", diz. "É um lugar que amo muito e seria incrível vencer lá".

Além dos destaques citados, a competição vai contar com a presença do catarinense Willian Cardoso, os paulistas Wiggolly Dantas e Jessé Mendes, e os pernambucanos Ian Gouveia, Bernardo Pigmeu e Paulo Moura. Na lista de estrangeiros quem domina é a França, com 13 representantes. O destaque é Joan Duru. Além dele, estão em Noronha o americano Jake Marshall, os peruanos Alonso Correa e Lucca Mesinas, o argentino Santiago Muniz e o uruguaio Marco Giorgi.

*A repórter viajou a convite da organização do evento

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