Surpresa chinesa

Vôlei - Brasil entra como favorito no inesperado confronto com os anfitriões

Valéria Zukeran, enviada especial, Pequim, O Estadao de S.Paulo

20 de agosto de 2008 | 00h00

A seleção brasileira masculina de vôlei terá contra a anfitriã China a grande oportunidade de embalar rumo ao terceiro ouro olímpico de sua história. A partida será hoje, às 9 horas, no Capital Stadium, na cidade sede dos Jogos. O encontro com a China pegou muita gente de surpresa. A Rússia era favorita no confronto contra a Polônia, na segunda-feira, mas perdeu no tie-break. Se vencesse, como era esperado, o Brasil seria o segundo no grupo e teria como prováveis adversários Bulgária ou Itália. Contando com tais rivais, os jogadores aproveitaram o confronto com a Alemanha - o último da fase de classificação - para treinar a recepção e superar bloqueios mais "pesados", característicos dos búlgaros.Com a derrota dos russos, o Brasil passou à primeira colocação da chave e ?ganhou? a China como adversária. Na fase classificatória, os chineses perderam para Itália, Estados Unidos e Bulgária e ficaram apenas com o quarto lugar do grupo. Desde que Bernardinho assumiu a equipe masculina, em 2001, foram apenas dois encontros com a China - e sempre com vitória verde-amarela.Mas o técnico terá de ficar atento com a "surpresa chinesa". Apesar de nunca ter conquistado um título internacional, a seleção anfitriã vem garantindo resultados importantes no torneio olímpico. Venceu a Venezuela e o Japão, ambas no tie-break, e deu trabalho na derrota para a Itália, ao levar o confronto também para o tie-break, com placar apertado no último set: 16/14. Com a torcida a seu favor, pode desequilibrar o time de Bernardinho. O técnico está contente com os recentes progressos do time brasileiro no passe e em outros fundamentos. Acredita que a seleção tem condições de superar a China e de chegar à decisão de mais uma medalha de ouro, a terceira do vôlei masculino em Jogos Olímpicos. CONFIANÇA Do lado chinês, o Brasil é encarado como ?adversário de primeira classe? no torneio olímpico. "Esse jogo vai nos ajudar a melhorar a confiança", disse o técnico Zhou Jianan. Nas entrelinhas, ele deixa claro que, em circunstâncias normais, seu time não tem condições de derrotar o Brasil. Outro problema que afeta o time chinês é a contusão de Yuan Zhi, que machucou os dois joelhos em recente partida contra o Japão. O técnico acredita que será preciso fazer algumas mudanças táticas para diminuir o impacto da ausência do jogador na equipe. E, assim, ganhar do Brasil.

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