Surpresa, Japão fala em manter pés no chão

JOHANNESBURGO

, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2010 | 00h00

Depois de vencer Camarões e surpreender a Dinamarca, o Japão entra em campo hoje para tentar concretizar o plano de mais de 20 anos de levar o país à elite do futebol mundial.

Entre os disciplinados japoneses, a ordem é a de não se entusiasmar com a vitória por 3 a 1 contra os dinamarqueses, que chamou a atenção de muitos. O técnico Takeshi Okada é um dos que fazem o alerta. "Não podemos perder a concentração agora. Não podemos fazer um julgamento sobre a nossa equipe apenas baseada em um resultado. Temos de ter uma visão de longo prazo para avaliar o real nível do futebol japonês", disse.

Mas ele não disfarça seu entusiasmo com uma eventual classificação para o grupo dos oito melhores do mundo. "O impacto que isso teria para o futebol no Japão seria enorme."

Antes da Copa, o técnico havia dito que sua meta era chegar à semifinal. Com as duas vitórias na primeira fase, o time começou a acreditar que a meta não seria apenas um sonho. Para passar pelo Paraguai, o Japão aposta em Honda, que ajudou o CSKA a chegar às quartas da Liga dos Campeões. O atacante já fez dois gols e deu o passe para outro.

Honda faz parte da primeira geração de japoneses que ganham espaço nos times europeus. O capitão Hasebe joga no Wolfsburg, Matsui no Grenoble e Okubo foi um dos artilheiros do Mallorca. Para hoje, os japoneses admitem que o contra-ataque será uma das armas. A outra vai ser a cobrança de faltas. / A.G. e J.C.

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