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Suspensões mostram 'robustez' do programa antidoping, diz IAAF

Em comunicado, entidade máxima do atletismo mundial destaca que mais de 40 'atletas de elite' foram flagrados nos exames

Estadão Conteúdo

02 de fevereiro de 2015 | 13h50

A onda de casos de doping entre os principais atletas russos mostra a "robustez" do programa de combate ao uso de substâncias proibidas do esporte em um momento em que o atletismo está se recuperando de uma série de escândalos, disse a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês), nesta segunda-feira.

Neste ano, até agora, as suspensões por doping foram aplicadas a sete russos medalhistas em grandes campeonatos, incluindo quatro campeões olímpicos. As últimas punições foram aplicar na última sexta-feira para a atual campeã olímpica dos 3 mil metros com obstáculos, Yulia Zaripova, e para Tatyana Chernova, campeã mundial do heptatlo em 2011.

A entidade, em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, disse que os dois casos são "o mais recente exemplo da robustez do programa antidoping da IAAF". A associação destacou que mais de 40 "atletas de elite" foram punidos com base em perfis anormais do passaporte biológico.

O programa, iniciado em 2009, controla os parâmetros sanguíneos de um atleta em busca de sinais de doping. No mês passado, a IAAF disse que 23 de 37 punições impostas a partir do passaporte biológico foram dadas aos atletas russos.

Zaripova está entre os punidos em razão do programa e agora enfrenta a possibilidade de perder sua medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 2012. Chernova foi pega em uma reanálise de amostras do Mundial de 2009. Ela foi banido por dois anos e teve mais dois anos de seus resultados anulados.

Anteriormente, cinco marchadores russos, sendo três deles medalhistas de ouro olímpicos, receberam suspensões que variavam entre três anos e dois meses ao banimento por toda a vida. Eles foram despojados de cincos medalhas em Mundiais de Atletismo.

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