Tabata: homenagem a Pelé

Com a camisa 10, meia espera gol para dedicar ao Rei

Santos, O Estadao de S.Paulo

16 de abril de 2008 | 00h00

Jogar bem e ajudar o Santos a se classificar para as oitavas-de-final da Taça Libertadores é o que Rodrigo Tabata mais quer no seu retorno ao time, hoje à noite, contra o Cúcuta Deportivo. Mas não é tudo. O meia promete se esforçar para marcar um gol com a camisa 10, que Pelé eternizou, e prestar uma homenagem ao Rei. "É uma honra vestir a 10. Quando vi Pelé sendo festejado no estádio Jalisco, em Guadalajara, no México, pensei que, se entrasse e fizesse um gol, iria fazer uma homenagem a ele." Mas, como o Santos não ganhou e ainda por cima acabou com a fama de pé-quente de Pelé, que ficou dois anos sem ver o time ser derrotado, o sonho de Tabata foi adiado. "Espero que seja contra o Cúcuta e com a classificação do Santos." Rodrigo Tabata não sabia até ontem se Pelé estará na Vila Belmiro hoje à noite, mas, mesmo que ele não compareça, não desistirá da idéia. "Não tem problema, porque ele estará representado pelo Príncipe (o filho Edinho, auxiliar de treinador de goleiros do Santos). Só não vou adiantar como será para não perder a graça." Quanto ao jogo, Tabata reconhece que o Cúcuta evoluiu bastante depois do empate por 0 a 0 com o Santos na primeira rodada, na Colômbia, mas confia na vitória nesta noite. "Não podemos esquecer que o juiz anulou um gol legítimo de Kléber Pereira no jogo de ida. Respeitamos o Cúcuta, mas dentro da Vila Belmiro vamos jogar para ganhar e com o apoio da torcida vamos sufocar o time deles desde o primeiro minuto."O meia explica que não começou bem o ano de 2008 por causa de uma contusão que o impediu de fazer uma pré-temporada como a do restante do grupo. "Sabia que voltaria a ter oportunidade, não baixei a cabeça e trabalhei forte para melhorar. Quero voltar a jogar bem não para dar uma resposta à imprensa e a uma parte da torcida, mas para a minha satisfação pessoal."Como Marcinho Guerreiro, Tabata vai ajudar na marcação individual de Macnelly Torres, o cérebro do time colombiano. Terá de atuar quase como volante, ajudando Rodrigo Souto a proteger a entrada da área. Mas também auxiliará Molina terá a liberdade para armar que faltou no México. Nos dois últimos treinos, Leão pediu a Kléber que volte a jogar como nos tempos de Vanderlei Luxemburgo, chegando à linha de fundo e cruzando a bola na cabeça de Kléber Pereira e para os que chegam de trás. "Neste ano, ele está fechando para o meio, o que é um desperdício", disse o técnico.

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