Taça completa a festa do Corinthians

Consagração da temporada de 2011 é o ponto alto da cerimônia de premiação; Vasco, o vice, recebe cinco troféus, mas Roberto Dinamite não é convidado

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2011 | 03h00

Apesar de o Corinthians ter conquistado o pentacampeonato brasileiro no domingo, quem dominou o Prêmio Craque do Brasileirão, entregue ontem à noite pela CBF no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, foi o vice-campeão Vasco. O clube carioca, que venceu a Copa do Brasil e foi semifinalista da Sul-Americana, arrebatou cinco troféus: melhor lateral-direito (Fagner), zagueiro pela direita e Craque da Galera (Dedé), meia-direita (Diego Souza) e técnico (Ricardo Gomes/Cristóvão Borges).

O presidente do clube, Roberto Dinamite, porém, não foi convidado pela CBF para participar da festa, marcada por várias gafes. O Vasco já despontava como favorito ao prêmio desde o mês passado, quando foram anunciados os indicados - o clube concorria em sete categorias.

Mesmo com os vascaínos dominando a premiação, quem fez a festa no final foram os corintianos, que receberam a taça conquistada domingo. O troféu foi entregue ao presidente Andrés Sanchez pelo ex-jogador Ronaldo, que se aposentou em fevereiro (seu último clube foi justamente o Corinthians).

Os jogadores fizeram a festa no palco e foram saudados pelos gritos de "é campeão".

O Timão ficou com apenas dois prêmios individuais: volante pela direita (Ralf) e volante pela esquerda (Paulinho). Os dois foram os pilares do sistema defensivo da equipe, que terminou o Brasileiro com a defesa menos vazada - sofreu apenas 36 gols em 38 jogos.

O Corinthians concorria em outras quatro categorias: goleiro (Júlio César), zagueiro pela esquerda (Leandro Castán), técnico (Tite), além de Craque da Galera (Liedson).

A festa de ontem também consagrou Ronaldinho Gaúcho. O craque, que voltou ao Brasil depois de dez anos no futebol europeu, foi eleito melhor meia-esquerda. "Estou muito feliz. Quero mandar um abração para toda a galera do Mengão, se não fossem ela eu não teria ganhado esse prêmio. Também queria mandar um grande abraço para meu ídolo, que está aqui (Ronaldo), e dizer que aprendi muito com ele", agradeceu.

Outro craque laureado foi Neymar. Ele ficou com o Prêmio Craque do Brasileirão, dado por um colégio eleitoral composto por jornalistas, jogadores, técnicos e esportistas, e o de melhor Atacante 1. O santista, que embarcou ontem à noite para o Japão, onde disputará o Mundial de Clubes, foi representado pelo seu pai na festa (leia na pág. E3).

Homenagens. Sócrates, que morreu na madrugada de domingo, foi homenageado com um vídeo de alguns lances da carreira. Luciano Huck, corintiano e apresentador da festa, disse que o "Doutor" foi o melhor jogador de meio de campo que ele viu e arrancou aplausos da plateia.

Campeã da Série B, a Portuguesa também subiu ao palco ontem. E o presidente Manuel da Lupa destacou o fim da maré de azar da Lusa. "Esse ano o pão caiu com a manteiga para cima", disse.

Ronaldo aproveitou para fazer elogios às mudanças realizadas na edição deste ano. "O Brasileirão foi fantástico muito pela sacada dos clássicos na rodada final", observou o Fenômeno. "Isso pesou para que não existisse a mala branca."

Gafes. A festa para a entrega do prêmio dos melhores do Brasileiro foi marcada também por várias gafes. Desde nomes trocados - como foi o caso do presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, chamado pela apresentadora Glenda Koslowski de "Marco Paulo", até a ausência dos premiados. O zagueiro Dedé, por exemplo, estava no local, mas não subiu ao palco para receber o troféu de Craque da Galera porque participava de uma entrevista do lado de fora do auditório.

Outro que sofreu com a organização foi o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Convidado para entregar um dos prêmios, o político teve de improvisar ao lado do apresentador Luciano Hulk até que o envelope com o nome do vencedor lhe fosse entregue pela produção do evento.

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