Matt Dunham/AP
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Taça do Barcelona, vitória do futebol

Messi comanda o show do time espanhol, que se impõe aos ingleses com talento e aplicação tática e, em pleno Wembley, conquista a Europa pela 4ª vez

Paulo Vinícius Coelho, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2011 | 00h00

Se alguém ainda acredita que competitividade e espetáculo não podem caminhar juntos, talvez ainda não tenha visto o Barcelona jogar. Com mais um show de bola, o time catalão colocou o talento no degrau mais alto do pódio ao conquistar, pela quarta vez em sua história, o título da Copa dos Campeões. A superioridade sobre o Manchester United não ficou clara apenas no placar da final, 3 a 1, mas também em frase publicada no site oficial do clube inglês. "Às vezes devemos apenas levantar as mãos e reconhecer a derrota."

E tão fácil quanto aplaudir o Barcelona é destacar as virtudes de seu principal jogador. Lionel Messi foi o personagem da decisão de ontem, no estádio de Wembley, em Londres. O camisa 10 deu assistências, finalizou e foi o autor do segundo gol espanhol, seu primeiro na Inglaterra. Diante desse aproveitamento, claro, terminou eleito como o "Homem do Jogo".

O argentino não é o atual melhor jogador do mundo por acaso. Messi já entrou para a história com genialidade e números que impressionam. Com o gol marcado ontem, o meia-atacante chegou ao 12.º e se transformou no maior artilheiro da competição ao igualar a marca do holandês Van Nistelrooy, de 2003.

No total, Messi marcou 37 gols na Copa dos Campeões, o que o deixa na 10.ª posição na relação dos maiores artilheiros da história do campeonato. Em toda temporada, os números continuam impressionantes. São 53 gols marcados em 53 jogos.

A decisão. Com a bola rolando, o time inglês começou melhor. Com marcação avançada, o Manchester pressionava a saída de bola do Barcelona e impedia que o time espanhol colocasse em prática sua principal virtude: o toque de bola.

O técnico Guardiola logo percebeu o problema. O lateral Daniel Alves aproveitou os espaços deixados por Park e se mandou ao ataque. Ao mesmo tempo, Messi ocupava o lado esquerdo, movimentação que confundiu a marcação inglesa e deu aos espanhóis o controle do jogo.

Xavi comandava a criação do Barça. E foi de seus pés que saiu o lançamento para Pedro abrir o placar. O conjunto inglês não rendia e para chegar ao empate era necessário contar com o brilho individual. A missão coube a Wayne Rooney, que igualou aos 34.

Na segunda etapa, o time espanhol dominou a posse de bola e com gols de Messi e David Villa definiu o placar, para deleite dos apaixonados por futebol.

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