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Tae Kwon do: Falavigna faz novas críticas

O tae kwon do brasileiro voltou a surpreender em Atenas. Depois do quarto lugar conquistado por Diogo Silva, na categoria até 68 quilos, foi a vez, hoje, de a paranaense Natália Falavigna brilhar na Olimpíada. Ela teve boas possibilidades de assegurar um bronze, mas acabou perdendo para a venezuelana Adriana Carmona e igualou o resultado de Diogo. Nascida em Maringá, mas criada em Londrina, onde vive até hoje, Natália chorou bastante após a derrota para a rival sul-americana. "Queria muito ir ao pódio, senti essa medalha no meu peito", comentou. E, depois, como já havia feito Diogo, lamentou a falta de palavra de dirigentes da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD). De acordo com a atleta, a entidade havia prometido pagar R$ 1.500,00 desde fevereiro ou março aos representantes da seleção, mas só distribui R$ 400,00. "Mas tenho medo de falar muito." Natália contou que só conseguiu chegar a Atenas graças ao apoio dos pais, que investiram alto em sua preparação. "Gastamos o equivalente a um carro de luxo nesses quatro anos de treinamento", contou ela, que iniciou o curso de Educação Física, mas abandonou para se dedicar ao taekwondo. Se a situação no esporte não melhorar, porém, ela vai retomar os estudos o mais rápido possível. As acusações mais pesadas contra a CBTKD foram feitas pelo treinador Clóvis Silva. Segundo ele, sua viagem a Atenas ficou ameaçada, mesmo sendo o ténico de Natália e da equipe feminina. "Viver no meio da politicagem é difícil, eles (Confederação) querem agradar a alguns e convidam outras pessoas. A gente que trabalha acaba não acompanhando o grupo", desabafou. "Não falamos que eles roubam, mas o dinheiro precisa ser melhor administrado, melhor investido."

Agencia Estado,

29 Agosto 2004 | 20h36

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