Yves Herman / Reuters
Yves Herman / Reuters

Tailandesa admite doping em entrevista e pode perder medalha olímpica no levantamento de peso

Siripouch Gulnoi não sabia que estava sendo gravada quando afirmou que usar substâncias proibidas é normal no levantamento de peso do país asiático

Redação, Estadão Conteúdo

03 de outubro de 2020 | 20h45

Siripuch Gulnoi, atleta tailandesa do levantamento de peso, pode perder a medalha de bronze que conquistou na Olimpíada de Londres após ser gravada em um documentário admitindo que cometia doping constantemente. Gulnoi não sabia que estava sendo gravada enquanto era entrevistada na academia onde trabalha.

As declaração de Gulnoi apareceram no documentário alemão 'Lord of the lifters', no qual ela foi abordada por jornalistas disfarçados de comerciantes e admitiu que utilizava substâncias ilegais, além de relatar outras práticas do tipo na Tailândia. O filme expôs a corrupção generalizada no levantamento de peso em janeiro e levou à renúncia do presidente da IWF, Tamás Aján, em abril.

Gulnoi afirma que deve ter sido a única tailandesa que nunca testou positivo e que, quando era adolescente, tinha uma mandíbula de homem e um bigode. Segundo ela, na Tailândia os adolescentes do esporte começam a usar anabolizantes aos 13 anos de idade e as autoridades não se importam com as possíveis complicações na saúde das meninas.

No documentário, Gulnoi também diz que o doping era uma característica estabelecida no levantamento de peso na Tailândia, o esporte que mais deu medalhas de ouro olímpicas ao país, e que as substâncias são importadas.

Gulnoi havia originalmente sido quarta colocada no levantamento de peso na Olimpíada de Londres. No entanto, a terceira colocada, uma ucraniana, foi desclassificada por doping anteriormente. O COI discute o caso da tailandesa desde junho - apesar de alegar que não tem jurisdição para realizar uma investigação, resultados de outras investigações podem levar a impactos nos Jogos Olímpicos. Anteriormente, a Tailândia já havia sido vetada do levantamento de peso na Olimpíada de Tóquio, que ocorrerá em 2021, e a medalhista de ouro na Rio-2016, Sopita Tanasan, havia perdido a honraria.

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