Taiti admite limitações e vem para perder de pouco

A ideia do técnico Eddy Etaeta é montar um sistema defensivo firme e escalar só um atacante já na estreia amanhã

O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2013 | 02h08

O Taiti, a seleção mais fraca da Copa das Confederações, foi a primeira a chegar ao País, dez dias antes da estreia, que será amanhã contra a Nigéria. Também foi o time que mais disputou amistosos preparatórios, quatro ao todo.

O excesso de treinos da equipe que veio ao Brasil por ter sido campeã na Oceania se justifica: os jogadores têm receio de que sejam transformados em "saco de pancadas". A meta, modesta mas crível, é perder de pouco.

A ideia do técnico Eddy Etaeta é montar um sistema defensivo firme, muita gente do meio de campo para trás e escalar apenas um atacante. É assim que ele tem preparado a equipe nos treinos em Belo Horizonte, no CT Lanna Drumond, do América Mineiro.

Etaeta tem escalado uma linha de quatro defensores e outra de cinco no meio de campo. Na frente, um atacante, Alvin. Essa tática foi parcialmente bem-sucedida no único teste feito em solo brasileiro, um jogo-treino contra o América escalado com vários jogadores reservas: derrota por 1 a 0.

Apesar do resultado, o goleiro Xavier Samin entendeu que a equipe evoluiu na preparação para Copa das Confederações. "Mudamos a nossa maneira de jogar. Apesar do desgaste das viagens, nosso futebol vem melhorando cada vez mais."

Antes de enfrentar o América, eles haviam perdido para a seleção Sub-20 chilena: 7 a 0. "A disputa da Copa das Confederações é o maior momento da história do futebol do Taiti", afirma o técnico Etaeta.

"Quero contar com a torcida dos brasileiros e também espero estar em seus corações", afirma o comandante da seleção que ocupa o 138º lugar no ranking da Fifa.

Prova de que o futebol não é o forte do Taiti é que apenas um atleta da seleção é jogador profissional: o meia Mahama Vahirua, de 33 anos, que atua na Grécia pelo Panthrakikos, recém-promovido à primeira divisão.

Já Steevy Chong-Hue virou herói ao marcar o gol do título da Copa da Oceania na vitória por 1 a 0 sobre a Nova Caledônia. "Para um atleta amador, é um sonho poder enfrentar os melhores jogadores do mundo. É um marco muito importante para nosso futebol", afirma.

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