Taiti tenta perder de pouco para a Nigéria na estreia

Às vezes o chavão que o futebol é uma "caixinha de surpresas" faz sentido. A zebra, o resultado inesperado, surge até mesmo em Copas do Mundo, como a queda da Itália para a Coreia do Norte, em 1966, talvez a mais emblemática de todas elas. Pois cabe ao Taiti, que nesta segunda-feira enfrenta a Nigéria, o rótulo, disparado, de azarão da Copa das Confederações.

VÍTOR MARQUES, Agência Estado

17 de junho de 2013 | 07h04

O jogo que será disputado no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, às 16 horas, colocará lado a lado uma equipe forte e campeã africana contra um time formado por atletas amadores. A Nigéria é favoritíssima, apesar de ter enfrentado todos os tipos de problemas: de jogadores lesionados a ameaça de boicote ao torneio da Fifa.

O técnico Stephen Keshi montou uma Nigéria forte na defesa, com um meio de campo jovem que tem como estrela, John Obi Mikel, do Chelsea, além de um ataque com dois homens: Musa e Oduamadi. A equipe joga no 4-4-2.

Keshi tem conseguido dar um padrão tático à equipe, algo que sempre foi a dificuldade de equipes africanas, sempre muito fortes apenas fisicamente.

O maior problema de Stephen Keshi para montar esse time foram os cortes dos meias Ogenyi Onazi e Victor Moses e o atacante Emmanuel Emenike, todos lesionados. Outro imprevisto: o atraso para chegar ao Brasil. Os nigerianos chegaram a Belo Horizonte somente na madrugada de domingo e fizeram um único treino no Mineirão, no período da tarde.

Tudo por causa de um desentendimento na premiação dos jogos que a seleção disputa nas Eliminatórias Africanas. Parte do elenco não aceitou o valor pago pela federação local de US$ 2,5 mil por jogo. Segundo a imprensa nigeriana, o "motim" só foi solucionado graças à intervenção do Ministro do Esporte, Mallam Bolaji, pressionado pela Fifa - a entidade estava furiosa com a possibilidade de uma equipe desistir da competição.

Líderes do elenco da Nigéria disseram que a discussão sobre o dinheiro não irá prejudicar o time na competição. "Esta será uma partida que temos de vencer e precisamos estar concentrados. Não podemos dar chance para o azar", disse o zagueiro Efe Ambrose.

A Nigéria se vê obrigada a vencer o Taiti, mesmo cansada por causa da viagem, porque se vê em um grupo que tem o Espanha e Uruguai como favoritos. O Taiti, nos vários treinos que fez em Belo Horizonte, privilegiou a defesa, jogando apenas com um atacante avançado. É para perder de pouco.

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