Talento de Seedorf freia o Corinthians

Depois de levar um gol no começo, equipe de Tite virou e se manteve bem postada em campo, até o craque holandês empatar

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h02

O jogo coletivo do Corinthians não foi páreo para o talento individual de um único jogador. Com dois gols de Seedorf, o Botafogo sofreu uma virada no Engenhão, mas buscou o empate por 2 a 2.

Provavelmente se Oswaldo de Oliveira não pudesse escalar o holandês que voltava de contusão sua equipe tinha sucumbido aos comandados de Tite.

Seedorf, apesar da idade (36 anos) e das limitações físicas, é um ponto fora da curva num Botafogo recheado de jogadores que não seguram a bola no pé.

O segundo gol dele foi prova disso. Seedorf recebeu na esquerda, encarou Wallace, além de Romarinho e Ralf que faziam a cobertura. No meio dos três, ele chutou, a bola resvalou no beque corintiano e traiu Cássio.

O Corinthians do entrosamento, do meio-campo forte e dos contra-ataques mortais não deu as caras no Engenhão - o que invalida as lamúrias dos jogadores que apontam o empate injusto.

Foi um bom começo, o time teve nervos para reagir e virar o jogo rapidamente - em 15 minutos o placar marcava 2 a 1 para os corintianos - mas não houve poder de fogo para pressionar o rival e buscar o terceiro gol.

Além disso, a defesa de Tite, ponto forte do time, sofreu alguns apagões, principalmente pelos lados, nas costas dos laterais. Uma explicação é que houve uma improvisação.

Alessandro, lateral-direito, atuou na esquerda, porque Fábio Santos estava suspenso. E ele foi mal que as melhores jogadas no Botafogo, especialmente no segundo tempo, foram no seu setor.

Na direita, Edenílson não pode ser chamado de improviso porque está cansado de atuar na ala. Mas ele tem um ponto fraco: a marcação.

Como Danilo também estava suspenso, Douglas ficou encarregado do setor de criação e foi bem. Enquanto teve fôlego, criou as melhores jogadas e deixou Romarinho na cara de Jefferson no lance que originou o pênalti em cima de Martinez - que estava em impedimento.

Mas Douglas foi cansando, e com ele, o Corinthians parou - no segundo tempo, Jefferson não fez uma grande defesa, bem diferente do primeiro tempo, quando o Botafogo se viu numa enrascada.

A virada. Depois que Seedorf abriu o placar aos 5 minutos, o Corinthians viveu seu melhor momento no jogo. Empatou dois minutos depois com Guerrero, que aproveitou um perde e ganha na área e cabeceou para o gol. E virou a partida com o pênalti convertido por Douglas, aos 12.

O Corinthians foi para o intervalo vencendo por 2 a 1, mas não conseguiu encaixar um contra-ataque em todo o segundo tempo para tentar o terceiro gol. Muito disso porque Martínez e Romarinho não foram bem.

Foi aí que o Botafogo cresceu. Oswaldo colocou mais um meia, e o time passou a incomodar mais o Corinthians. O empate foi fruto da perseverança.

Por pouco o Corinthians não foi castigado com um gol do zagueiro Dória aos 45, que subiu sozinho, com toda a pinta que iria cabecear para o gol. Mas a bola subiu demais.

Tite, por outro lado, não pode reclamar. Seu time, que já chega ao quarto jogo sem derrota, somou mais um ponto na busca pelo patamar que lhe tira do rebaixamento. Para o Botafogo, um ponto foi pouco, como lembrou Seedorf, porque a Libertadores continua distante.

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