Talento despontou com golaço no Paraguai em 99

O Brasil começou a conhecer Ronaldinho Gaúcho no dia 30 de junho de 1999, durante a Copa América do Paraguai, mais especificamente aos 29 minutos do segundo tempo da goleada por 7 a 0 sobre a Venezuela. Após aplicar dois chapéus consecutivos na zaga adversária, o garoto marcou seu primeiro gol com a camisa da seleção. Detalhe: estava em campo a apenas três minutos.

, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2011 | 00h00

Antes disso, a torcida gremista já sabia que o menino não era comum. Seus dribles, seu controle de bola, sua genialidade poderiam fazer dele um craque. Após garantir o título gaúcho de 1999, com direito a show de dribles sobre o ainda volante Dunga - depois se tornaria técnico da seleção -, o meia conquistou a torcida tricolor, com 68 gols em 141 jogos.

O talento de Ronaldinho logo chamou a atenção do futebol europeu e, em 2001, se transferiu para o Paris Saint-Germain, da França, onde sofreu em um time mediano e saiu sem conquistar título. Ainda assim, suas jogadas geniais despertaram o interesse dos grandes da Europa. Para confirmar que era mesmo acima da média, brilhou na Copa de 2002, na Copa da Coreia do Sul e do Japão. Seu melhor momento foi contra a Inglaterra, quando marcou um gol de falta da intermediária, com a ajuda do goleiro Seaman. Neste jogo, acabou expulso e ficou fora da semifinal. No entanto, participou da histórica final contra a Alemanha, vencida pelo Brasil por 2 a 0.

A transferência para o poderoso Barcelona era inevitável. E ali, a partir de 2003, nos respeitados gramados espanhóis, exibiu ao mundo todo o seu repertório de dribles e jogadas fantásticas, chegando duas vezes a ser eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, em 2004 e 2005.

Na Copa de 2006, na Alemanha, quando se esperava a consagração definitiva, Ronaldinho foi discreto. E, desde então, nunca mais conseguiu uma sequência de grandes apresentações. Em 2008, em baixa e na reserva do Barcelona, se transferiu para o Milan. Na Itália, nunca reencontrou seu futebol mágico e saiu também sem deixar saudade.

DE GÊNIO A "PROBLEMA" EM POUCOS ANOS

1998 a 2001

No Grêmio, talento do menino desabrocha

2001 a 2003

No PSG, brilho em time médio

Desde 1999

Na seleção, altos e baixos

2003 a 2008

No Barça, a consagração

2008 a 2010

No Milan, só repentes

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