Talento individual salva o clássico

Depois de um primeiro tempo fraco tecnicamente, São Paulo volta mais disposto e encontra na inspiração e categoria de Lucas, ex-Marcelinho, o bálsamo para a vitória: 2 a 0 sobre o Palmeiras, que coleciona quatro jogos sem vencer no Pacaembu

Daniel Akstein Batista, Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2010 | 00h00

Foi um primeiro tempo horrível, cheio de erros. E uma etapa final para nenhum torcedor são-paulino esquecer. Com bela atuação de Lucas - outrora chamado de Marcelinho -, o time tricolor venceu o Palmeiras por 2 a 0, pôde respirar um pouco mais na competição e jogou todos os problemas para o rival.

Ganhar ontem no Pacaembu era fundamental para ambas as equipes. Mandante, o inconstante Palmeiras precisava mostrar que tem capacidade para obter uma sequência de bons resultados - havia derrotado o Grêmio, no Olímpico, e buscava pela segunda vez, após a parada para a Copa do Mundo, vencer dois jogos consecutivos. Já o São Paulo tentava esquecer o revés para o Internacional, no Morumbi, para, assim, abafar a crise que já se manifestava no clube.

Em busca dos três pontos, Luiz Felipe Scolari e Sérgio Baresi mudaram seus times. O palmeirense colocou Valdivia desde o começo, como meia-armador. E o técnico adversário reeditou a formação com três zagueiros, bastante utilizada por seus antecessores. Recuperado de contusão, Alex Silva formou a defesa com Miranda e Rodrigo Souto - e o esquema mostrou-se válido, bastante seguro.

Quem acompanhou o jogo de ontem deve esquecer o primeiro tempo. Foi feio, com os times abusando dos erros e sem inspiração. Deola não fez nenhuma defesa - Jean e Lucas chutaram para fora as únicas duas chances criadas - e Rogério Ceni só defendeu um fraco arremate do chileno Valdivia.

Não fossem os 45 minutos após o intervalo, as equipes iriam embora lamentando suas atuações. Foi só começar a segunda etapa para a partida esquentar. Aos 10 minutos, a defesa alviverde falhou, Jorge Wagner ganhou de cabeça e Lucas acertou um belo chute da entrada da área, para fazer 1 a 0.

O Palmeiras não reagiu com o gol. Luiz Felipe Scolari, que comandou o time dos camarotes - foi expulso e passou as instruções para o auxiliar Flávio Murtosa -, tentou mudar o jogo com Luan e Tinga, mas não conseguiu nada além de ver sua equipe sem um espírito vencedor.

A melhor oportunidade de empate veio com Danilo, que, de cabeça, fez Rogério trabalhar: Valdivia, Tadeu e Marcos Assunção também tentaram, sem perigo.

Se faltou qualidade ao Palmeiras, sobrou para o ataque tricolor. Lucas quase deixou sua marca novamente - e seria um golaço: tabelou com Fernandão, deu um chapéu em Marcos Assunção na entrada da área, mas não chegou firme para o arremate e a bola foi para fora. Depois, aos 31, foi o garçom e tocou para Fernandão sair na cara de Deola: 2 a 0.

O time de Felipão chegou ao quarto jogo seguido sem vitória no Pacaembu (três derrotas e um empate) e, na quarta-feira, visita o Grêmio Prudente. Aliviado, o São Paulo recebe o Guarani no mesmo dia.

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