Tiago Queiroz/ Estadão
Tiago Queiroz/ Estadão

Tatiana Weston-Webb, única classificada no surfe para Tóquio, se mostra empolgada com Olimpíada

Gaúcha de 23 anos se diz ansiosa para defender o Brasil no Japão, no próximo ano, após ter bons resultados nesta temporada

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2019 | 17h40

Única surfista brasileira já classificada para os Jogos Olímpicos de Tóquio em sua modalidade, Tatiana Weston-Webb está colhendo os frutos do sucesso em cima da prancha e de sua escolha por representar o Brasil - ela chegou a competir no Circuito Mundial representando o Havaí, mas optou pelo seu país de nascimento. Aos 23 anos, a gaúcha de Porto Alegre se mostra empolgada por disputar a Olimpíada em 2020.

"A pressão vem agora. Posso conquistar o maior título que tem no surfe, que é a medalha de ouro. Estou super empolgada e será um ano cheio. A Olimpíada é o evento mais importante e estou focando nisso", disse Tati, que além de competir no Circuito Mundial este ano ainda participou do Isa Games, uma competição que serviu de pré-requisito para confirmar sua vaga olímpica.

"O Isa Games foi bem legal, fiquei mais próxima das pessoas do Time Brasil, e foi uma coisa diferente. Nunca achei que seria assim uma Olimpíada, nesse tipo de mar, e vou trabalhar bastante para ficar preparada para Tóquio", comentou a atleta, que participou do evento com surfistas do mundo todo no Japão e teve um bom desempenho.

Tati sabe que tem uma missão importante no Brasil, até para ajudar a desenvolver a prática da modalidade pelas mulheres. Ela garante que se sente bem nessa função e espera que em alguns anos isso renda bons frutos. "Estou muito feliz e quero inspirar a nova geração do surfe feminino. Com pagamentos iguais, a gente pode viver do surfe. É saudável e dá para ganhar dinheiro nisso", diz a atleta.

Ela lembra que foi uma escolha bem fácil optar pelo Brasil como sua pátria no esporte. "Nunca tinha tido chance de tomar a decisão antes. O Brasil faz parte do meu coração, mãe brasileira, namorado brasileiro, e mudou minha vida. Tenho grande apoio dos patrocínios e estou muito grata com isso", afirma a surfista, que também tem apoio do Comitê Olímpico do Brasil.

Nesta terça-feira, ela foi apresentada como atleta da TCL, empresa de tecnologia que já patrocinava o bicampeão mundial Gabriel Medina e agora também dá suporte a jovem promessa Ryan Kainalo pela marca Semp. Além dela, Tati também virou garota-propaganda das Havaianas e tem patrocínio da Oi. Tudo isso vai ajudar ainda mais a atleta rumo aos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Segundo Patricia Vital, head de marketing da Semp TCL, o surfe tem uma plasticidade e uma riqueza de detalhes que aderem aos produtos da empresa. "Escolhemos a Tati por ser uma revelação e por ser mulher. Temos orgulho de dizer que é preciso apoiar. Estamos felizes em poder levantar essa bandeira. O estilo de vida do surfe é algo que nos cativa também. O que a marca quer é se conectar com as pessoas e assim conseguimos nos diferenciar."

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