Tática acertada e gols de falta levam Japão às oitavas

Asiáticos vão enfrentar o Paraguai na primeira classificação da equipe para o mata-mata fora de seu território

Iuri Pitta, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

Seria um jogo tenso e fechado, nas palavras do técnico japonês Takeshi Okada. Para sorte dele e dos 28 mil torcedores presentes no Estádio Royal Bafokeng, em Rustenburgo, Dinamarca e Japão fizeram uma partida em que não só a disciplina tática dos nipônicos, mas a técnica do meia Honda, eleito o melhor em campo pela Fifa, fez a diferença. Se repetir a atuação, a equipe de camisa azul que se classificou ontem dará trabalho ao Paraguai.

De duas, uma: ou Okada superestimou os dinamarqueses, ou aprendeu a blefar. Pela postura de seu time, a segunda hipótese não é improvável. Preocupado com o jogo aéreo da Dinamarca, o Japão dificultou os cruzamentos em sua área, sem abrir mão de tocar a bola com velocidade.

Os europeus - eles, sim, demonstrando nervosismo - exageraram nas faltas (23, ante 10 infrações dos japoneses) e pagaram por isso. Aos 17 minutos, Honda marcou o primeiro dos dois gols de bola parada do Japão, colocando a Jabulani no lado esquerdo de Sorensen. Aos 30, nova falta e Endo acertou o outro canto.

O dinamarquês Morten Olsen trocou Jorgensen por Jakob Poulsen quatro minutos depois. Aos 11 do segundo, tirou o zagueiro Kroldrup e pôs Larsen, outro atacante de 1,94 m como o apagado Bendtner. Não adiantou. Tomasson marcou após bater mal um pênalti, mas o Japão sacramentou a vitória com Okazaki, após bela jogada de Honda.

Olsen pagou por ter dito, na véspera, seu time era forte e não perderia, enquanto Okada viu sua equipe jogar diferente do que ele havia previsto - pelo menos em público. A discrição nipônica levou a melhor.

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