TCU aponta falhas no projeto olímpico brasileiro para os Jogos de 2016

Auditoria nas contas do Ministério do Esporte aponta falta de investimento na formação de atletas

AE, Agência Estado

16 de fevereiro de 2011 | 22h10

BRASÍLIA - Uma auditoria nas contas do Ministério do Esporte comprovou o que atletas e técnicos vêm alertando: com os investimentos que estão sendo feitos, dificilmente o Brasil chegará à Olimpíada no Rio de Janeiro, em 2016, com chances de faturar muitas medalhas.

Dados coletados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) até 2009 mostram que diminuiu a concessão de bolsas para atletas entre 2008 e 2009. Além disso, o Ministério do Esporte vinha gastando um terço desses valores em esportes que não são olímpicos.

A investigação mostrou ainda que o governo não aplica já nas escolas recursos para formar novos atletas e apontou não haver um programa nacional para identificar novos talentos e, portanto, potenciais medalhistas.

"Para um país que pretende estar entre as dez maiores potências olímpicas, evidencia-se que a atuação do Ministério do Esporte nos últimos anos esteve quase restrita à concessão de bolsas para atletas, ficando as outras ações importantes para o desenvolvimento e estruturação do esporte de alto rendimento com investimentos reduzidos", conclui a auditoria aprovada nesta quarta-feira, por unanimidade, pelo plenário TCU.

Um dos problemas apontados já foi corrigido pelo Ministério, conforme o próprio TCU. O governo passou a restringir a oferta de bolsas atleta para praticantes de esportes olímpicos. Além disso, uma outra mudança na legislação passou a permitir a oferta de bolsa para atletas de base.

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