Adrian Dennis/AFP
Adrian Dennis/AFP

Técnica exalta trabalho no judô, mas pede 'pés no chão'

'Isso [o ouro] é a realização de um trabalho. O nome disso é trabalho, competência, seriedade', diz

AE, Agência Estado

28 de julho de 2012 | 13h55

LONDRES - A medalha de ouro olímpica conquistada por Sarah Menezes na categoria até 48kg, neste sábado, em Londres, tem por trás um trabalho a longo prazo desenvolvido pela técnica da seleção brasileira feminina de judô, Rosicléia Campos. Ex-atleta olímpica, ela assumiu o cargo em 2005 e viu a modalidade conquistar resultados importantes nos últimos anos.

Nos Jogos de Pequim, em 2008, Ketleyn Quadros levou o bronze na categoria até 57kg e entrou para a história como a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica individual. Agora, em Londres, foi a vez de outra pupila de Rosicléia, Sarah Menezes, escrever seu nome na galeria dos heróis olímpicos: ela foi a segunda brasileira a ganhar um ouro, seguindo o feito de Maureen Maggi no salto em distância em Pequim.

"Isso [o ouro] é a realização de um trabalho. É muita gente trabalhando por trás, nos bastidores. O nome disso é trabalho, competência, seriedade", disse à TV Record Rosicléia, que em 2011 foi eleita pelo Comitê Olímpico Brasileiro a melhor treinadora de esportes individuais do País, contando também os homens.

O judô feminino brasileiro terá mais atletas em busca de medalhas em Londres: Rafaela Silva (até 57kg), Érika Miranda (até 52kg), Mariana Silva (até 63kg), Maria Portela (até 70kg), Mayra Aguiar (até 78kg) e Maria Suelen (acima de 78kg). Mas Rosicléia espera os resultados com humildade. "A gente tem os pés no chão. Quando traçamos metas trabalhamos em cima de dados, estatísticas. Se vierem mais medalhas, amém", admitiu.

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