Técnico de Arthur Zanetti cobra ajuda do governo federal

Marcos Goto, técnico do ginasta Arthur Zanetti, afirmou nesta quarta-feira que a estrutura à disposição do atleta, campeão mundial das argolas no último sábado, melhorou desde que ele ganhou o ouro olímpico no ano passado. Mas fez críticas diretas à atuação do Ministério do Esporte. "A prefeitura (de São Caetano do Sul) nos ajudou, a iniciativa privada também. O que estou esperando é o Ministério do Esporte fazer a parte dele. Até agora, eles não fizeram nada para nós", afirmou.

AMANDA ROMANELLI, Agência Estado

10 de outubro de 2013 | 07h00

Ele cobrou a construção de um Centro de Treinamento prometido pela pasta, no início do ano, em parceria com o governo municipal. "Isso (o CT) só está no papel e eu já falei um milhão de vezes: não adianta o País ter um centro de treinamento no segundo semestre de 2015. Tem de estar pronto para eu poder trabalhar com o Arthur por um ano. Não dá para ficar esperando a boa vontade política porque na Olimpíada todo mundo vai cobrar".

Secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser rebateu as críticas. "O Marcos Goto é um excelente técnico, é medalhista olímpico e mundial, mas não tem noção da complexidade dos processos. E está desinformado". Segundo Leyser, o projeto do Centro de Excelência está em andamento. "Estão sendo feitos os últimos ajustes no orçamento da obra". A construção está avaliada em R$ 7,8 milhões.

Desde fevereiro, informou o titular da secretaria, a prefeitura de São Caetano do Sul indicou o terreno, fez o projeto arquitetônico e de engenharia da instalação, que foi debatida com a Confederação Brasileira de Ginástica. "Quando a CBG deu o OK, fizemos algumas críticas. Isso faz parte do cuidado com o dinheiro público".

Dados os esclarecimentos, diz Leyser, a verba será repassada ao governo municipal. "O ginásio será novo, com dois andares, e também atenderá a ginástica rítmica. Estará pronto antes da Olimpíada".

Técnico e atleta também cobraram a realização de eventos internacionais no País - o Brasil já recebeu etapas de Copa do Mundo na década passada. "Uma Copa do Mundo ajuda muito a ginástica do País e tenho certeza de que ia lotar o ginásio", comentou Zanetti.

Para Goto, seria imprescindível que os atletas competissem em casa, até para conhecerem a pressão da torcida. "Depois dizem que o atleta amarela. Não é isso, é o País que prepara mal". A presidente da CBG, Luciene Resende, afirmou que não há verbas para uma Copa do Mundo, mas garante que em 2014 o Brasil realizará um meeting internacional e o Pan Juvenil.

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