Yves Logghe/AP
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Técnico de Arthur Zanetti já pensa na série de 2016

No Rio de Janeiro, ginasta tenta o bicampeonato olímpico

AMANDA ROMANELLI, Agência Estado

09 de outubro de 2013 | 18h05

SÃO PAULO - O título mundial de Arthur Zanetti não tem nem uma semana - foi conquistado no sábado, na Bélgica -, mas ficou no passado. Tanto que o técnico do ginasta, Marcos Goto, admite que já está começando a pensar na série que o atleta deve apresentar na Olimpíada do Rio, em 2016, quando brigará pelo bicampeonato olímpico. "Já temos que traçar algumas metas para ele em 2014 e 2015, e também preparar uma série nova para 2016. Temos que começar a trabalhar agora, não pode ser em cima da hora", avisa.

Goto afirma que Zanetti disputa um dos aparelhos de nível mais equilibrado na ginástica mundial. "Dos seis aparelhos, as argolas é o que hoje você tem a menor possibilidade de aumentar a nota de partida. Praticamente todos os elementos do código de pontuação já estão na série, não tem muita escapatória", explica o técnico. O que diferencia, então, o brasileiro do restante dos atletas? "É a execução. O Arthur chegou em um nível, hoje, que eu não tenho que me preocupar com a série dele. Tenho que ficar de olho nos outros."

Um indício desse equilíbrio é que apenas dois atletas disputaram a final olímpica, no ano passado, e a do Mundial deste ano: Zanetti, que venceu as duas, e o russo Aleksander Balandin, prata na Bélgica e quarto colocado em Londres.

Por isso, técnico e ginasta partiram para a criação de um elemento, o "Zanetti", que entrou no código da Federação Internacional de Ginástica com pontuação máxima. Satisfeito com o resultado, Goto pretende utilizar o movimento em outras oportunidades - para priorizar a exatidão da série, Zanetti não o utilizou na final do Mundial. Mas o treinador descarta partir para a criação de novos elementos - ou seja, não haverá uma "família" de Zanettis. "Ah, criar isso dá muito trabalho", brinca. "Vamos trabalhar em cima do código, porque algumas modificações vão vir."

Zanetti diz ter orgulho de ver seu nome registrado também como pontuação e afirma que, em breve, outros atletas devem apresentar seu elemento. "Ninguém falou nada comigo, mas nem precisava. Só de ficarem observando e filmando, já vi que tem alguma coisa", revela o ginasta, atual campeão olímpico e mundial das argolas.

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