Adrian Dennis|AFP - 15|8|2015
Adrian Dennis|AFP - 15|8|2015

Técnico de Mo Farah trabalhou com substâncias proibidas, diz relatório

Objetivo seria melhorar os níveis de testosterona e o rendimento de seus corredores

EFE

26 Fevereiro 2017 | 19h44

Alberto Salazar, treinador do atleta britânico Mo Farah, bicampeão olímpico nos 5 mil e 10 mil metros, abusou de fármacos receitados e utilizou substâncias proibidas para melhorar os níveis de testosterona e o rendimento de seus corredores no Oregon, nos Estados Unidos, segundo um documento oficial sobre o qual informou neste domingo a publicação semanal The Sunday Times.

Os documentos, aos quais a publicação alega ter tido acesso, mostram que Farah e outros atletas treinados por Salazar consumiram um suplemento baseado na substância L-carnitina.

Um atleta que recebeu uma dose alta deste suplemento concluiu que o mesmo era tão efetivo como o doping sanguíneo, diz o relatório da Agência Antidoping dos EUA (USADA, sigla em inglês), segundo a publicação dominical.

Essa agência acredita que a L-carnitina fornecida por via intravenosa a seis atletas de destaque dos EUA que treinam com Salazar "quase com certeza" violaram as regras antidoping, de acordo com o artigo do Sunday Times.

A L-carnitina não está proibida para os atletas, desde que seu uso não seja superior a 50 ml em um espaço de seis horas, lembrou a publicação britânica.

Além disso, a USADA estava investigando o uso da substância por parte de Farah quando o relatório vazado hoje estava sendo elaborado, acrescentou o Sunday Times.

O relatório foi redigido em março do ano passado e o mesmo indica que foram encontradas "provas substanciais" de que Salazar e o médico de sua equipe, Jeffrey Brown, "conspiraram" para o uso da medicação.

 

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