Robert Maksimov/AP
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Técnico deixa atletismo russo em meio a escândalo de doping

Valentin Maslakov tem uma das carreiras mais sólidas da área, trabalhando há mais de 40 anos com o alto rendimento

Estadão Conteúdo

23 de janeiro de 2015 | 16h36

Principal técnico do atletismo russo, Valentin Maslakov decidiu se demitir do comando da seleção nacional do país três dias depois de mais um escândalo de doping colocar os russos em evidência. Na terça-feira, a Federação Russa de Atletismo (ARAF) anunciou que cinco atletas da marcha atlética estão suspensos por doping. Três deles são campeões olímpicos.

De acordo com o presidente da ARAF, Valentin Balakhnichev, o treinador tomou uma decisão sem volta, mas não explicou se a renúncia tem a ver com o escândalo de doping. "Ele não tomou a decisão sozinho, obviamente. Ele nos consultou. Mas você tem que entender que em uma organização pública, todos dividem responsabilidades", argumentou Balakhnichev, falando à agência de notícia R-Sport.

Maslakov, de 70 anos, comanda a seleção russa de atletismo desde 2007 e tem uma das carreiras mais sólidas da área, trabalhando há mais de 40 anos com o alto rendimento. Para o ministro dos Esportes da Rússia, Vitaly Mutko, outras renúncias ainda irão acontecer.

Na quarta, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) reforçou a sua preocupação com os seguidos casos de doping detectados em atletas russos de alto rendimento.

"O número de casos de doping na Rússia em geral, e na marcha atlética especificamente, é uma grande preocupação para a IAAF e nós estamos investigando profundamente os casos recentes no atletismo russo, com o apoio da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês)", disse a IAAF em comunicado.

A entidade informou que os cinco casos anunciados na véspera foram detectados pelo passaporte biológico, que rastreia valores sanguíneos anômalos durante longos períodos de tempo. A IAAF lembrou que são agora 23 atletas russos de elite pegos por doping desde que o passaporte foi implementado, em 2009. Assim, a Rússia corresponde por praticamente dois terços de todos os 37 casos identificados.

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