Técnico fala em preservar revelação

Mancini elogia Neymar e pede a permanência do zagueiro Fabiano Eller

Leonardo Maia, RIO, O Estadao de S.Paulo

25 de maio de 2009 | 00h00

O semblante tranquilo e a fala mansa e pausada do técnico Vágner Mancini jamais denunciariam a euforia pela goleada de 4 a 1 imposta pelo Santos sobre o Fluminense, ontem, no Maracanã. Mas as palavras não deixavam dúvidas. Era uma vitória muito comemorada e desejada, com a equipe vindo de dois empates nas primeiras duas rodadas, sendo que o último, 3 a 3 com o Goiás, gerou protestos."Foi um grande resultado, que nós dá moral, ainda mais depois do empate no fim contra o Goiás, em casa", lembrou Mancini, que já antevê um clássico de muitas emoções contra o Corinthians, na próxima rodada."Vai ser um jogo quente contra o Corinthians. Ainda mais depois de sermos vices deles na decisão do Paulista. Fica aquela vontade de ganhar", comentou o técnico santista, satisfeito pela decisão de deixar o garoto Neymar no banco e lançar Molina. "A estratégia sempre é boa quando dá certo", disse. "Sabíamos que precisávamos parar o meio de campo do Fluminense, com o Thiago Neves, o Conca. Queria mais um homem no setor para ajudar na marcação."Mas Mancini fez questão de afirmar que a alteração não é algo definitivo, e vai depender de cada adversário. " Não tenho apenas 11 jogadores. Nós hoje temos um dilema. Se o Neymar joga ou não. Mas temos que passar para ele que é uma peça fundamental dentro do elenco, não apenas dentro do time. O Neymar jogou apenas 10 minutos e participou de dois gol", disse.Mancini aproveitou para pedir aos dirigentes a manutenção do zagueiro Fabiano Eller, que, especula-se, seria envolvido numa troca por Wagner Diniz, do São Paulo, ou com o Grêmio. "O Fabiano Eller é um atleta diferenciado. Quero resolver essa situação rapidamente, pois conto com ele para domingo."

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