Técnico se recusa a falar sobre possível renúncia de Teixeira

Na curta entrevista coletiva que concedeu ontem em seguida à divulgação dos convocados para o amistosos da seleção brasileira com a Bósnia, dia 28, o técnico Mano Menezes demonstrou algum desconforto, embora tenha conseguido manter a serenidade, ao ser questionado sobre a possibilidade de renúncia do presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local) da Copa de 2014, Ricardo Teixeira.

O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2012 | 03h04

"Não tenho nenhuma informação. Se tivesse, não diria, porque acho que é uma questão que não cabe a mim. E não analiso hipóteses. É uma questão muito importante para técnico da seleção emitir opinião", respondeu.

Nos últimos dias, aumentaram as especulações sobre a possibilidade de Teixeira renunciar aos cargos - ele está à frente da CBF desde 1989 e, com a vinda do Mundial para o Brasil, tornou-se a mais importante figura do COL. Em ambas as entidades, porém, ninguém admite a intenção do dirigente de se retirar, embora não haja negativas veementes.

O que parece certo é que na próxima sexta-feira haverá o desfecho para toda essa polêmica.

Nos últimos meses, Ricardo Teixeira tem procurado se afastar da linha de frente. Na CBF, por exemplo, nomeou o ex-presidente do Corinthians. Andrés Sanchez, como diretor de seleções, e deu a ele, como missão principal, comandar o processo que levará a equipe à Copa de 2014 com a quase obrigação de ser campeã.

No COL, cercou-se da figura de Ronaldo, a quem levou para o Conselho de Administração - o Fenômeno o membro do colegiado que mais tem se exposto.

Se Ricardo Teixeira renunciar à CBF, seu substituto será José Maria Marin, o vice-presidente com idade mais avançada.

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