Sebastião Moreira/EFE
Sebastião Moreira/EFE

Técnico Zaccheroni vê Japão 'ressentido' com protestos no Brasil

Nenhum jogador está proibido de sair do hotel ou tampouco há recomendação da segurança

VÍTOR MARQUES - Enviado especial, Agência Estado

21 de junho de 2013 | 16h09

BELO HORIZONTE - A onda de manifestações e protestos sociais que tomam conta do Brasil foi um dos assuntos da coletiva de imprensa da seleção do Japão, nesta sexta-feira, em Belo Horizonte. O técnico Alberto Zaccheroni, que é italiano, e o meia Yasuhito Endo foram questionados sobre o momento conturbado no cenário nacional que coincide com a disputa da Copa das Confederações.

"É difícil para nós que não vivemos aqui compreender os problemas do Brasil, que é um país tão grande. Toda minha equipe está ressentida de ver esse clima porque mostra a insatisfação do povo, o que não é bom para a sociedade, para o esporte, para ninguém", disse Zaccheroni.

Segundo ele, a onda de protestos não alterou a rotina da seleção - o time chegou à Belo Horizonte na noite de quinta-feira e neste sábado enfrenta o México, no Mineirão, em um jogo entre duas seleções já eliminadas na rodada final do Grupo A da Copa das Confederações. Nenhum jogador está proibido de sair do hotel onde os japoneses estão hospedados ou tampouco há alguma recomendação da segurança.

"Estamos bem protegidos, muito protegidos, e eu não acho que é perigoso sair nas ruas, alguns de nós saímos e não nos sentimos ameaçados", afirmou Endo.

O que se vê em Belo Horizonte, como em outras cidades-sede, é que o policiamento foi reforçado depois da intensificação dos protestos que também ganharam as ruas da capital mineira. No entorno do Mineirão há mais policiais nesta sexta-feira do que havia na véspera do jogo entre Taiti e Nigéria, no último sábado. Nos hotéis onde as seleções de Japão e México estão concentrados, o aparato policial aumentou. Há manifestações agendadas para o sábado no horário do jogo entre Japão e México, às 16 horas.

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