Técnicos cultivam diplomacia e não reclamam

Adilson e Muricy trocam elogios e treinador do São Paulo evita criticar da expulsão de Carlinhos Paraíba

Marcius Azevedo e Sanches Filho / SANTOS, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2011 | 00h00

Adilson Batista e Muricy Ramalho se trataram como velhos amigos antes e depois do clássico e, com o empate por 1 a 1, saíram satisfeitos com o resultado. Na antevéspera do jogo, Muricy revelou que considera o rival um dos melhores da nova safra, além de ser pessoa confiável, com quem sente segurança em trocar informações. Adilson retribuiu com elogios.

Antes de a bola rolar, Muricy foi cumprimentado por jogadores, dirigentes, integrantes da comissão técnica do São Paulo e recebeu abraço de Adilson. "As pessoas vieram me cumprimentar pela conquista da Libertadores. Sabiam que esse era um título que eu queria muito. Adilson é parceiro. Fui o primeiro a ligar para ele quando perdeu a Libertadores. Ele sempre me liga."

O técnico são-paulino, que teve passagem pelo Santos e foi substituído por Muricy, também acabou envolvido pelo clima de cordialidade, raro entre os grandes do futebol paulista. "O meio nos respeita. Joguei recentemente contra o Atlético Paranaense e vários jogadores também me abraçaram. Não sou político. Sou profissional e jogo com honestidade. O importante é ter consciência tranquila", afirmou.

Nem da expulsão de Carlinhos Paraíba, Adilson reclamou. "Faz parte do jogo. Estamos há seis jogos sem perder e precisamos olhar o lado positivo. Clássicos são jogos acirrados. Lamentamos os dois pontos perdidos, mas foi um jogo igual, mesmo com o São Paulo atuando boa parte com um jogador a menos."

Muricy preferiu destacar a qualidade do adversário a lamentar. "O São Paulo só veio para jogar no erro do Santos. Quando ficaram com um homem a menos, usou Lucas, que é um jogador rápido, para contra-atacar. E foi assim que fez o gol."

O treinador santista explicou que orientou o seu time para explorar as jogadas pelas laterais, diante da dificuldade de superar a forte marcação do adversário. "Mas tinha um adversário do outro lado. Fizemos o que tinha que ser feito", resignou-se o comandante do Santos, que procurou não se alongar nas respostas.

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