Técnicos de Real e Manchester exaltam o clássico em Madri

José Mourinho, do time merengue, e Ferguson, do inglês United, inflam o jogo de hoje à tarde e até desdenham do Barcelona

MADRI, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 02h05

Três motivos explicam por que Real Madrid e Manchester United fazem o jogo mais esperado das oitavas de final da Copa dos Campeões hoje, às 17h45, no Estádio Santiago Bernabéu.

O primeiro é o peso da história: são doze títulos em campo, com nove dos merengues e três dos ingleses. Os dois lideram o ranking de vitórias na era moderna da competição (desde 1992), com 102 triunfos cada um.

A segunda razão é a quantidade de excelentes jogadores: Van Persie, Cristiano Ronaldo, Rooney, Benzema, Özil, Kagawa, Giggs, Di María, Khedira...

Por fim, os técnicos dos dois times trataram de inflar a partida e, sutilmente, desdenharam do Barcelona, o mais badalado candidato ao título. "Esse é o jogo que o mundo todo está esperando", declarou José Mourinho, do Real, em tom solene. "Essa partida será melhor do que um confronto entre United e Barcelona", disse Alex Ferguson, técnico do Manchester United.

O inglês se baseia na perspectiva de golpes e contragolpes e no equilíbrio dos times para fazer essa avaliação (o Barcelona sempre dita o ritmo, fica com a bola e deixa para o rival apenas a opção da resposta). Para o clássico, o Manchester United parece mais consistente e homogêneo - por isso, está deitando e rolando no Campeonato Inglês com 12 pontos de vantagem sobre o City.

Como compensação, o Real Madrid tem Cristiano Ronaldo, o artilheiro da Copa dos Campeões com seis tentos e que seria o melhor jogador do mundo se Messi não existisse. Será o reencontro do português com o clube pelo qual jogou entre 2003 e 2009. Nos gols marcados, os espanhóis ganham: 15 contra 9 nesta edição da Copa.

Para fazer a balança pender para o lado merengue, Mourinho resolveu deixar eventuais diferenças pessoais para usar todo o seu arsenal. Kaká e Marcelo foram relacionados e Xabi Alonso, mesmo sentindo dores no púbis deve começar o jogo. Casemiro, ex-São Paulo, não foi convocado para o jogo.

Depois de quase dois meses de ausência do time titular por opção do treinador, Kaká ganhou o status de arma secreta. Como foi muito bem goleada contra o Sevilla, por 4 a 1, reeditando suas melhores atuações, com dribles e arrancadas, pode ser importante para mudar a dinâmica o jogo.

Surpresas. Na Ucrânia, Shakhtar Donetsk e Borussia Dortmund fazem um duelo interessante das surpresas do torneio, aqueles que sobreviveram a grupos difíceis (o time ucraniano eliminou o Chelsea, atual campeão, e os alemães superaram o milionário Manchester City).

As equipes não têm as formações de sucesso da fase de grupos. O Shakhtar vendeu Willian, peça-chave do esquema ofensivo, mas contratou Taison, ex-Inter, e aposta nos brasileiros Fernandinho e Luiz Adriano. O Borussia sofre com as contusões: não terá o meia Gündogan e tem dúvidas sobre o zagueiro Schmelzer e o meia Grosskreutz.

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