Tehau, uma família com faro de gol

Fazer gols para a seleção do Taiti é função da família Tehau. Explica-se: os irmãos Jonathan, Lorenzo e Alvin, estes dois últimos gêmeos, e o primo deles, Teaonui, fizeram 15 dos 20 gols da equipe na Copa da Oceania.

O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2012 | 03h05

Deles, o artilheiro foi Lorenzo, que marcou 5 vezes e também foi o goleador geral da competição. Jonathan e Alvin fizeram 4 gols cada e Teaonui, 2.

Na decisão contra a Nova Caledônia, o gol foi do atacante Chong Hue, com um chute rasteiro, no canto direito do goleiro adversário, aos 11 minutos. Mas Lorenzo e Jonathan participaram da jogada.

Os Tehau começaram a jogar futebol na infância quase por acaso. Praticavam Tae kwon do mas, como o Tefana, um dos principais clubes da ilha (há duas divisões, cada uma com 10 times), ficava perto da casa onde moravam, decidiram trocar de esporte. Acabariam por se tornar jogadores importantes para o futebol local.

Em 2009, apenas Jonathan, o mais velho deles (tem hoje 24 anos) não participou do Mundial Sub-20 realizado no Egito. Mas o quarteto é presença constante na seleção principal. "Tenho muito orgulho de jogar na seleção com minha família. Somos uma unidade, com o restante da equipe. Acho que ajuda o time como um todo", disse Alvin recentemente, em entrevista ao site da Fifa.

Jonathan, o mais experiente do grupo, garante que a relação entre eles é tranquila e perfeita, e revela o segredo: "Quando discutimos um com o outro, não levamos o problema para dentro de campo. O que acontece na nossa vida cotidiana não se mistura com o futebol''.

Alvin, um meia fã do argentino Lionel Messi, é considerado o "craque'' da família pelos irmãos Jonathan e Lorenzo. Mas ele próprio acha que Teaonui joga mais bola. "É jovem (19 anos) e tem um grande futuro pela frente'', garante.

Aos 23 anos, Alvin Tehau revela um sonho: jogar em um centro mais desenvolvido. Mas suas palavras já demonstram alguma frustração. "Gostaria de ser um jogador semiprofissional na Austrália ou nos Estados Unidos, mas acho que aos 23 talvez seja um pouco tarde'', lamenta. / A.L.

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