Teixeira não vê pressão da Fifa sobre Maracanã

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, se esforçou para minimizar a pressão que o governo do Estado do Rio de Janeiro sofre da Fifa por causa do Maracanã. Imagens do estádio alagado pelas fortes chuvas que castigaram a cidade nos últimos dias chegaram à sede da entidade, em Zurique, na Suíça, conforme publicou o Estado na terça-feira. E a cúpula da Fifa já decidiu: quer providências.

, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2010 | 00h00

O que mais preocupa o Comitê Organizador é a condição inadequada de drenagem do local. Além de estar localizado abaixo do nível dos córregos que cercam o complexo, o gramado terá de ser rebaixado para que o público tenha visão completa do campo mesmo com as placas de publicidade posicionadas. Nesse caso, o risco de enchentes aumentará se obras de contenção não forem realizadas.

Teixeira reconheceu a necessidade de tomar tais cuidados. Porém, garantiu que essas providências já fazem parte do projeto de reforma do estádio encaminhado à Fifa. Além disso, lembrou que o México já sofreu com tragédias às vésperas do Mundial e nem por isso a organização da competição ficou comprometida. "O projeto do Maracanã fala que vai baixar o lençol (freático) e vai resolver alguns problemas que o Maracanã tem", afirmou o dirigente, durante evento ontem à noite na Academia Brasileira de Letras (CBL). "Sobre a catástrofe no Rio de Janeiro e em Niterói, isso aconteceu no México seis meses antes de uma Copa do Mundo com um terremoto, que arrasou a Cidade do México. E eles fizeram a Copa do Mundo sem problema algum."

Carência. Teixeira esteve acompanhado pelo técnica da seleção brasileira, Dunga, que aproveitou a oportunidade para pedir mais carinho com seu trabalho. "A crítica sempre precisa ser negativa? Será que é proibido elogiar?", indagou. "Me pergunto por que as pessoas não tiram um pouco a raiva e o rancor e colocam um pouco de amor no seu país. A vitória não é eterna e a derrota também não é definitiva. E o futebol é como a vida. É resultado."

Em tom de desabafo, Dunga lamentou também o fato de muitas pessoas não entenderam seu jeito de agir. "Quando entro em uma luta, entro para vencer. Não gosto que falem mal do meu país, mas eu posso falar. Não gosto que falem mal dos meus jogadores, mas eu posso falar", discursou, diante de alguns aplausos da plateia. "Eu sou assim. Não falo aquilo que as pessoas querem ouvir. Falo aquilo que as pessoas têm que ouvir. Eu tenho que deitar, colocar a minha cabeça no travesseiro e dormir tranquilo. Sou assim."

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