Tem de continuar

Os primeiros quinze minutos do Corinthians no clássico deste domingo, avassaladores, foram fruto de treino. Time junto, técnico também, há quase dois anos! Dá nisso: o time sabe o que fazer. O São Paulo tentava sair jogando e encontrava o Corinthians inteiro. Romarinho, Émerson, Danilo, até Douglas, que não gosta de marcar, estavam lá. Pressão total! O resultado foi o gol, bola roubada por Paulinho aos 8 minutos do primeiro tempo, finalização de Émerson.

Paulo Vinícius Coelho, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2012 | 03h03

 

O São Paulo não ganhou o clássico no conjunto, mas na individualidade, tabela de Luis Fabiano com Lucas no primeiro gol (veja ilustração) e passe de Jádson no segundo. Conjunto só seria o ponto forte do São Paulo, se Ney Franco não pensasse futebol de maneira tão diferente de Émerson Leão. Lucas não fica preso na direita e os volantes também protegem mais a defesa, num sistema que ainda não está pronto. E que sofreu no início do clássico de ontem.

 

O futebol brasileiro melhora len...ta...men...te! Dos doze maiores clubes do País, seis têm treinadores há mais de um ano no cargo. O Atlético líder, o Flu vice-líder, o Vasco terceiro colocado, o Corinthians campeão da Libertadores, o Santos campeão paulista, o Palmeiras, da Copa do Brasil. Nasceu primeiro o ovo ou a galinha? O trabalho ou o título? Convicção: o trabalho nasceu primeiro. Ney Franco recebe críticas, como Cilinho recebia quando chegou ao São Paulo, em 1984. A comparação é porque as duas missões foram formar uma equipe a médio prazo, juntar divisões de base aos profissionais, e depois formar um timaço. Trinta anos atrás, houve tanto sucesso a ponto de parecer um sacrilégio comparar o que Cilinho fez ao que Ney Franco pode vir a fazer. Como nos casos de seis dos doze técnicos dos maiores clubes do País, Ney Franco merece fazer aniversário no São Paulo.

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