Ricardo Bufolin/PanamericaPress/ECP
Ricardo Bufolin/PanamericaPress/ECP

'Temos conseguido ter um olho bom para trazer os talentos para cá'

Técnico da natação do clube fala sobre o programa para os velocistas e o trabalho que é realizado na piscina e fora dela

Entrevista com

Alberto da Silva

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2018 | 04h34

Alberto da Silva, o Albertinho, é o técnico principal da natação do Clube Pinheiros. Ele elogia a estrutura que tem à disposição, mas lamenta faltar essa mesma estrutura em locais públicos, que poderiam revelar mais talentos nacionais para a modalidade. De qualquer maneira, ele tenta aproveitar o tamanho do clube para observar jovens promessas de todas as partes do Brasil.

Qual é o segredo do Clube Pinheiros para ter bons velocistas em sua equipe?

Nosso programa está muito encaixado para essas provas de 50m, 100m e 200m livre. A gente tem tido bons resultados em outras provas, mas em nível internacional a gente subiu bastante. A ponto de um revezamento 4 x 100m livre treinado aqui ser medalha de bronze lutando com todos, um 4 x 200m com três atletas daqui e um garoto do Minas foi ouro. O programa está bom e temos conseguido ter um olho bom e trazer esses talentos para dentro do Pinheiros.

Como é feito esse trabalho no dia a dia com os atletas profissionais?

A estrutura por si só não vai fazer o resultado. Temos de ter os atletas, mas outra coisa fundamental são as pessoas que trabalham no clube. O preparador físico tem de ser comprometido, querendo estudar e crescer, o biomecânico a mesma coisa, o cara que vai recuperar os atletas, o médico para ajudar a gente a avaliar as fases do treino, e ter um bom programa.

O trabalho é para detectar talentos em qualquer lugar e lapidá-los no clube?

A gente procura trabalhar esses atletas aqui dentro. Temos o radar ligado, estrutura e bons profissionais para esses garotos gastarem menos dinheiro e terem tudo isso à mão aqui bem próximo. O Breno está com 19 anos, é o segundo ano dele aqui. Ele era um garoto bom a nível nacional dentro da categoria dele. Se olhar o 4 x 100m livre, o Pedro Spajari e o Gabriel Santos estão aqui desde bem novos. Vieram de outros lugares, mas estão aqui há muito tempo. Eles estiveram na medalha no Mundial em Budapeste o ano passado. O Marcelo Chierighini começou com a gente com 15 anos.

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