Mohammed Dabbous/Reuters
Mohammed Dabbous/Reuters

'Temos de fazer um jogo perfeito com a Croácia'

Experienete armador da seleção brasileira cobra atuação sem erros para equipe avançar no Mundial de Handebol

Entrevista com

Zebá

Vítor Marques, enviado especial a Doha, O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2015 | 16h37

O armador Zeba, de 31 anos, disputa seu quinto mundial pela seleção brasileira. O jogo deste domingo contra a Croácia pelas oitavas de final do Mundial de Handebol será um dos mais importantes de sua carreira. Ele e os demais jogadores da seleção podem entrar para a história. O Brasil jamais chegou às quartas de final de um Mundial.

A receita para a vitória, segundo ele, é ter concentração, algo que faltou, por exemplo, no jogo contra o Chile. "Se fizermos um jogo com o mínimo de erros possível, temos chance de vencer o jogo". 

Confira abaixo, os principais trechos da entrevista.

O Brasil tem de fazer um jogo perfeito se quiser vencer a Croácia?
É isso que treinamos hoje (sábado) e que o Jordi passou para a gente. Contra a Croácia, precisamos valorizar a bola. Não podemos nos precipitar e desperdiçar as finalizações. Temos de fazer um jogo perfeito, com mínimo de erro possível. Se conseguirmos isso, temos chance de vencer o jogo.

Você tem 31 anos e é um dos atletas mais experientes. Será a partida mais difícil de sua carreira?
Acho que com certeza será um dos jogos mais importantes. Temos chance de fazer história com a seleção. Cumprimos nosso primeiro objetivo que era passar às oitavas de final. E agora podemos entrar para história se passarmos pela primeira vez para as quartas de final do Mundial. Por isso estamos concentrados, trabalhando bastante. Amanhã (domingo) teremos uma batalha.

Você acredita que a Croácia pode achar que já ganhou do Brasil?

Eu penso da seguinte forma: se eles fossem pensar pelo jogo do Chile, eles podem achar isso. Mas acho que eles não pensam isso. Se chegamos aqui, até as oitavas de final, eles vão respeitar a gente. O que falo é que temos de entrar em quadra concentrados. Se eles começarem o jogo forte não podemos deixar que abram vantagem no placar.

Você acredita que poderá disputar um outro Mundial, já que este é o seu quinto?

Meu plano inicial é (jogar com a seleção) até a Olimpíada, em 2016. Isso é o que eu penso. Só quando acabar os Jogos vou poder dizer se vou continuar e se a seleção também quer continuar com o Zeba. Vamos ver isso depois.

Você é um dos jogadores mais experientes do grupo. Tem dez anos de seleção brasileira. O que mudou no handebol durante esse tempo?

Acho que não só na quadra, evoluímos como estrutura. Hoje temos atletas nossos que jogam fora do País. Antes era uma coisa muito difícil. Foi um passo importante, mas ainda falta muita coisa. Por exemplo, precisamos de uma liga mais forte, com equipes de outros Estados.

A seleção masculina tem novos jogadores como o Toledo, o João Pedro, o Patrianova. Como você vê essa nova geração?

Nosso grupo é forte apesar de jovem. Isso é graças a um trabalho a longo prazo que o Jordi está colhendo até antes mesmo do que ele imaginava. Esses garotos passaram por acampamentos (projeto de revelar talentos) com ele (Jordi). A safra é boa. E tem muitos meninos que ainda vão subir e se destacar. Dos que já jogam na Europa, eles têm entre 20 e 25 anos e ainda terão muito tempo de seleção.

Por que a seleção feminina já conquistou um campeonato mundial?

Elas começaram um ciclo antes do nosso, elas foram primeiro jogar fora do País. Isso fortalece. Lá se jogam jogos importantíssimos, difíceis, todas as semanas. Isso faz com que você evolua.

* O repórter viajou ao Mundial a convite da Federação Internacional de Handebol

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