Márcio Fernandes
Márcio Fernandes

'Tempestade brasileira' promete brigar no topo do surfe mundial

Liderados por Filipe Toledo, Wiggoly Dantas, Adriano de Souza, Miguel Pupo e Jadson André, Brasil deve brilhar na temporada 2015

PAULO FAVERO - ENVIADO ESPECIAL - HAVAÍ, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2014 | 17h00

No próximo ano, o Brasil terá não somente o campeão mundial, mas também alguns surfistas talentosos que devem brigar no topo de cima do Circuito. A geração que ganhou o apelido de “Brazilian Storm”, algo como tempestade brasileira, numa alusão à grande quantidade de bons atletas, deve continuar impressionando.

O primeiro da lista é Filipe Toledo, paulista de Ubatuba, que vem chamando a atenção principalmente por seus aéreos. O garoto já está na elite e foi campeão ao mesmo tempo do WQS, a divisão de acesso. Aos 18 anos, é uma das apostas para 2015. “Estou amarradão com o título do Gabriel, é um feito inédito e será muito bom para o surfe brasileiro, para todos que estão no Circuito e para a nova geração que está vindo aí”, diz Filipinho.

Ele lembra ainda que o País brilhou com Silvana Lima no WQS feminino e teve outros bons resultados nas categorias de base e nas pranchas maiores. “Acho que é o melhor ano do Brasil no Circuito Mundial de Surfe. Eu consegui ganhar o WQS, o Gabriel o WCT, acho que nos próximos anos só dará Brasil. Estou bem tranquilo, só vou treinar muito nos próximos meses para chegar com força no início da temporada, para estar na corrida pelo título.”


Outros dois atletas garantiram vaga pelo WQS e devem dar trabalho, mas sofrerão um pouco com a adaptação na elite: o paulista Wiggolly Dantas, de 25 anos, e o potiguar Ítalo Ferreira, de 20 anos, que recentemente venceu Gabriel Medina duas vezes na etapa Prime de Maresias. Ele é o atual vice-campeão mundial júnior.

E não se pode deixar de lado nomes como Adriano de Souza, Miguel Pupo e Jadson André, que estão garantidos na elite, têm experiência e devem ajudar a escrever o nome do Brasil no surfe. “Foi um ano maravilhoso do Brasil, para ver que não é só o Gabriel. Muitos estão indo bem, e essa emoção que está em volta dele contagia todo mundo. Todos os brasileiros têm condições de traçar esse caminho. Ele foi guerreiro e estou muito feliz por ele. Como diz o Kelly, ele é um mágico. Desde pequeno é assim”, conclui Miguel Pupo, melhor amigo de Medina no Circuito.

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