Tempo de decisão para Massa

Favorito ao título no início do ano, brasileiro está apenas em quarto. Precisa começar a reação

Livio Oricchio, O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2007 | 00h00

Qualquer possibilidade de um bom resultado no GP da Europa, amanhã, no circuito de Nurburgring, Alemanha, passa por uma bela performance, hoje, na sessão que definirá o grid de largada da prova, décima da temporada. Nas duas últimas etapas do campeonato, França e Grã-Bretanha, Kimi Raikkonen, companheiro de Ferrari, venceu e o ultrapassou na classificação. Massa é, agora, apenas o quarto dentre os quatro que lutam pelo título. "Eu já saí de situações desfavoráveis este ano. Na Austrália, quebrou o câmbio na tomada de tempos e o Kimi ganhou a corrida. E depois, na Malásia, por ter cometido um erro ao tentar ultrapassar o Lewis Hamilton, fiquei em quinto", explicou Massa. Após as duas primeiras etapas, Austrália e Malásia, Raikkonen tinha 16 pontos diante de apenas 7 do brasileiro, lembra o empresário do piloto, Nicolas Todt. Há mais profissionais da Ferrari que acreditam na recuperação de Massa, como Stefano Domenicalli, diretor-esportivo. "Felipe demonstrou enorme caráter ao vencer com pole position e melhor volta em Bahrein depois de ter sido profundamente criticado pelo episódio da Malásia", recorda.Sem desejar diminuir o feito de Raikkonen, Massa argumenta que caiu de favorito no início do ano para o quarto lugar em seguida à prova de Silverstone por fatores que não o da pilotagem em si. "Em Magny-Cours o tráfego impediu de eu vencer e em Silverstone tive problema com a combustão do motor, que o fez apagar antes da largada e sair dos boxes. Seria no mínimo o segundo lá." Não se sente fora da luta? "De maneira alguma", responde, convicto, o piloto brasileiro.Para os espanhóis, Fernando Alonso, da McLaren, disse não ter afirmado, aos ingleses, que seu parceiro, Lewis Hamilton, é o favorito para ser campeão, como a imprensa do país de Hamilton chegou a espalhar em Nurburgring. "O que falei foi que, como ele tem mais pontos, suas chances são maiores, só isso. Mas a luta será apertada até o fim. Não creio que ele não enfrente uma única vez problemas com seu carro como eu tive e como os pilotos da Ferrari já tiveram." Hamilton lidera o Mundial com 70 pontos, seguido por Alonso, 58, Raikkonen, 52, e Massa, 51.Ontem, nas duas sessões de treinos livres do GP da Europa, Ferrari e McLaren deram uma mostra de que a luta pela vitória deverá ser ainda mais apertada que em Silverstone. Pela manhã Hamilton foi o mais rápido, 1min32s515, o melhor tempo do dia. Mas entre uma e outra sessão choveu forte e a pista tornou-se mais escorregadia. À tarde, Raikkonen ficou em primeiro, 1min33s339, seguido por Hamilton, 1min33s478, Massa, 1min33s590, e Alonso, 1min33s637. A diferença do finlandês para o espanhol foi de apenas 298 milésimos. "As duas equipes vão estar muito próximas aqui. A classificação será decisiva. Teremos de definir uma estratégia não agressiva demais e também não muito conservadora", comentou Massa. O brasileiro reclamou por não ter explorado os pneus macios ao máximo por causa do tráfego.Rubens Barrichello falou que o 14º tempo, à tarde, não refletiu o potencial da Honda em Nurburgring. "Usei o segundo treino para escolher os pneus e trabalhei pouco no acerto do carro." Jenson Button pôde ir mais longe e fez o oitavo tempo.EU, HEIM?Nelsinho Piquet, piloto de testes da Renault, também está em Nurburgring. Ontem, ao ser perguntado sobre os rumores de que estaria negociando com a Spyker para substituir Christjan Albers, afirmou com todas as letras: "Só se eu fosse louco."Em Nurburgring está correndo no lugar do holandês, dispensado, o alemão Markus Winkelhock, estreante na Fórmula 1. Seu pai, Manfred, correu de 1982 a 1985. Morreu num acidente com um Porsche 962, de Sport Protótipo, no circuito de Mosport Park, no Canadá.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.