Yago Dora/WSL
Yago Dora/WSL

Temporada de 2020 do surfe é cancelada e Circuito Mundial de 2021 começa no Havaí

Se a situação sanitária no mundo permitir, as mulheres surfarão já em novembro em Maui, enquanto que os homens entrarão em ação em dezembro, em Oahu

Redação, Estadão Conteúdo

17 de julho de 2020 | 11h15

A temporada de 2020 do Circuito Mundial de Surfe não vai mais acontecer. Nesta sexta-feira, com os desdobramentos da pandemia do novo coronavírus, a Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês) decidiu cancelar a competição. Em um anúncio feito pelo CEO da entidade, Erik Logan, foi informado também que a edição de 2021 começará ainda neste ano no Havaí. Se a situação sanitária no mundo permitir, as mulheres surfarão já em novembro em Maui, enquanto que os homens entrarão em ação em dezembro, em Oahu.

"Após uma análise cuidadosa e extensas discussões com as principais partes interessadas, tomamos a decisão de cancelar a temporada do Circuito Mundial devido à pandemia da covid-19. Embora acreditemos firmemente que o surfe é um dos esportes mais adequados para a competição ser realizada com segurança durante a era da Covid, temos um enorme respeito pelas preocupações contínuas de muitos em nossa comunidade, à medida que o mundo trabalha para resolver isso", disse Erik Logan.

A temporada de 2021 marcará uma mudança no formato de disputas da WSL. O Championship Tour, circuito de elite, passará a começar no Havaí, onde era tradicionalmente encerrado. Estes serão os únicos eventos em que os integrantes competirão "separados". As outras nove etapas serão disputadas simultaneamente por homens e mulheres. Esta será a primeira vez na história do Circuito Mundial com um número igual de eventos (10) no feminino e masculino. A tradicional etapa francesa, realizada em Hossegor, saiu do calendário.

As etapas da elite serão concentradas até o começo do segundo semestre, com o 10.º evento marcado para o Taiti entre o final de agosto e início de setembro - a etapa brasileira, em Saquarema, no Rio de Janeiro, está marcada para o período entre 20 e 29 de maio.

Depois da etapa no Taiti será disputado, pela primeira vez, o "WSL Finals", um evento no formato mata-mata, que reunirá os cinco melhores surfistas da temporada regular, para definir o campeão mundial. O local desta decisão ainda não foi anunciado.

A ideia da WSL é que o campeão saia do vencedor de uma bateria final, fato que nos últimos anos só aconteceu em 2019, quando o título mundial foi decidido dentro da água com os dois melhores do ranking, os brasileiros Ítalo Ferreira e Gabriel Medina, na final da etapa de Pipeline, no Havaí. O potiguar levou a melhor sobre o paulista de Maresias, que buscava o seu tricampeonato do mundo.

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