Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Tenistas reprovam quadra montada no ginásio do Ibirapuera

Cheia de buracos e de outros problemas, local é bastante criticado pelos jogadores do Brasil Open

AMANDA ROMANELLI e NATHALIA GARCIA, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2013 | 02h03

SÃO PAULO - Com a presença de uma grande estrela do tênis como Rafael Nadal, o Brasil Open ganha prestígio no circuito. Mas, na mesma proporção em que cresce sua importância, também sobe o nível de exigência dos competidores. E a quadra de saibro do Ginásio do Ibirapuera tem gerado bastante insatisfação.

Buracos que mudam a direção da bola e linhas de base que se soltam da quadra foram algumas das dificuldades enfrentadas pelos tenistas nos primeiros dias do torneio. Um dos irritados com os problemas é o argentino Horacio Zeballos, que veio a São Paulo depois de faturar o ATP de Viña del Mar, no Chile - ele venceu Nadal na decisão. "As quadras não estão em condições para uma disputa desse nível." Ele também reclamou que as bolas estão "muito pequenininhas".

Ao Estado, Rafael Nadal não fez queixas explícitas ao piso. "Sempre é complicado quando as quadras são feitas de última hora. Este não é um clube de tênis, não é algo permanente onde se joga o ano todo." Mas o espanhol também criticou a bola, da marca Wilson. "Esse sim é o maior problema. É uma bola muito dura. Realmente, não é boa."

O argentino David Nalbandian, que esteve no torneio do ano passado (o primeiro no Ibirapuera), fez uma comparação em relação ao momento atual. "As quadras estão piores", decretou.

O gerente do Brasil Open, Roberto Burigo, admite que houve pouco tempo para a construção da quadra de saibro devido ao UFC São Paulo, realizado em 19 de janeiro. Mas, em sua defesa, enfatiza que o local foi aprovado pela ATP. "Se as quadras estivessem inadequadas, certamente não deixariam jogar."

As deficiências do Brasil Open também incomodam os novatos, como o brasileiro Guilherme Clezar, que perdeu para Thomaz Bellucci na primeira rodada. "A quadra não está boa. Tem muitos buracos e a bola fica muito viva. É um problema que vem desde o qualifying."

As críticas não se restringem ao Ibirapuera, já que as quadras auxiliares do Ginásio Mauro Pinheiro também geram descontentamento. Uma das reclamações resultou em punição aos duplistas Christopher Kas e Dustin Brown. De acordo com o portal Terra, os alemães ficaram irritados com as condições e desabafaram: "Quadra de m...". Por causa do xingamento, o árbitro de cadeira penalizou a dupla com a perda de um ponto.

Bellucci minimizou a polêmica. "Não tem como comparar Roland Garros com aqui, mas as condições são iguais para todos e não é motivo para ficar reclamando."

Mas as críticas não são novidade. Há pouco mais de dois meses, o Ibirapuera recebeu jogos-exibição do Gillette Federer Tour e a estrutura também foi motivo de queixa do suíço Roger Federer e do francês Jo-Wilfried Tsonga.

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