Terceira fase é adiada e Gabriel Medina surfa pelo título no domingo

Pipe Masters foi paralisado por conta das condições climáticas ruins no Havaí e será reiniciado a partir das 7h30 com a terceira bateria

Paulo Favero, enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2014 | 22h06

A intenção da organização do Billabong Pipe Masters de realizar no sábado a repescagem e a terceira fase não deu muito certo. Com ondas de até seis metros, vento e uma correnteza forte, os surfistas conseguiram acabar com a segunda fase, mas depois o comissário Kieren Perrow optou por paralisar o torneio e recomeçar neste domingo, com chamada prevista para 7h30 (15h30 horário de Brasília).

Com o complemento da repescagem, já estão definidos todos os duelos da terceira fase, com a presença dos três candidatos ao título mundial. Na sexta bateria do dia, Gabriel Medina vai encarar o local havaiano Dusty Payne. Pouco depois, Mick Fanning vai enfrentar o francês Jeremy Flores. E na última bateria da terceira fase, Kelly Slater terá pela frente o brasileiro Alejo Muniz.

Como lidera o campeonato com uma certa folga, se Medina vencer sua bateria, já tira Slater da disputa do título, independentemente do resultado do norte-americano na competição. E se isso ocorrer e Fanning cair diante de Jeremy Flores, o brasileiro já será campeão do mundo mesmo antes de disputar a quarta fase.

Neste domingo o campeonato pode ter uma definição no que se refere ao título mundial, mas não deve acabar porque não haverá tempo hábil para realizar as 27 baterias. A etapa tem até o dia 20 de dezembro para terminar e a organização vai esperar o melhor dia para fazer a fase final.

No sábado, Medina e Fanning não entraram na água, por terem se classificado diretamente para a terceira fase, mas viram Slater dar um show na primeira bateria do dia, ao superar o havaiano Reef McIntosh. O 11 vezes campeão mundial fez a maior nota do dia, com 17 pontos em 20 possíveis, e pegou a melhor onda, com 9,57.

Sete vezes vencedor do Pipe Masters, ele confessou que as condições do mar estavam desafiadoras em Pipeline. "Foi um desafio lá dentro da água, muito complicado. Mas são condições iguais para os dois atletas. Estava um pouco caótico, mas consegui encontrar algumas boas ondas", afirmou.

Ele achou um pouco precipitado a organização do torneio confirmar a realização das provas para o dia, pois logo percebeu que o mar estava difícil. Slater chegou a machucar as costelas em uma das ondas, mas nada grave. Pouco depois, o sul-africano Jordy Smith também se machucou feio no ombro, teve o braço imobilizado pelos médico e acabou deixando sua bateria antes do final.

FORÇA DAS ÁGUAS

Além das grandes ondas, que chegaram em alguns momentos aos seis metros, há muita correnteza. Apesar das dificuldades, Kelly Slater se mantém confiante na disputa pelo título. "Se quero ganhar esse campeonato mundial, tenho de encarar os melhores e vencer. O Reef é um dos melhores aqui, mas eu procurei boas ondas, e foi difícil", afirmou o norte-americano.

Aliás, depois da boa exibição de Slater, nenhum atleta conseguiu uma nota superior a 5, com exceção do brasileiro Jadson André, que encaixou um belo tubo e tirou 9,37 pontos. "Estava realmente perigoso e fiquei um pouco nervoso. Mas consegui me controlar e tentei me divertir. Também me garanti na elite no próximo ano, o que é bom, mas estou de olho mesmo em um bom resultado aqui. Acho que se passar mais três baterias posso ficar entre os 16 melhores", discursou.

A boa notícia do dia para o Brasil foi a classificação de outros surfistas nacionais para a terceira fase: Miguel Pupo e Filipe Toledo. Coincidentemente, os dois vão medir forças um contra o outro para ver quem avança à quarta fase.

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