Testes em Jerez mostram a Red Bull melhor que a Ferrari

O próximo treino coletivo da Fórmula 1 será de 21 a 24, no Circuito da Catalunha, em Barcelona. Depois haverá ainda uma série final, de 1.º a 4 de março, no mesmo autódromo. Sexta-feira terminou em Jerez de la Frontera, na Espanha, o primeiro período de testes. Nove das doze equipes trabalharam na pista catalã de 4.428 metros, em que a temperatura variou de 3 a 17 graus. Depois dos quatro dias iniciais de treino, os números sugerem que a Ferrari começou o ano com dificuldades e a Red Bull construiu outro carro rápido.

LIVIO ORICCHIO, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h04

Os dados registrados em Jerez não são conclusivos. A Lotus, por exemplo, foi a campeã em quilometragem percorrida e seu piloto Romain Grosjean, quinta-feira, estabeleceu o melhor tempo dos quatro dias (veja quadro ao lado). Seu companheiro de Lotus, Kimi Raikkonen, de volta a Fórmula 1 após dois anos ausente, afirmou que ficar em primeiro ou segundo nesses testes significa pouco.

De fato, nesse momento, o dado de maior relevância é a quilometragem percorrida, mais que a velocidade. A Lotus ficou na frente nos dois quesitos. "Penso que o verdadeiro potencial da Lotus não é esse que estamos vendo", afirmou Fernando Alonso, sexta-feira, quando questionado sobre o carro de Raikkonen e Grosjean. Há variáveis no teste capazes de mascarar os resultados, como o volume de gasolina no tanque ou o tipo de pneu utilizado, supermacio, o mais rápido, macio, médio ou duro, daí não ser possível compreender, com clareza, quem está mais avançado no desenvolvimento.

O que o ensaio em Jerez não deixou dúvida foi que o modelo F2012 ainda necessita de muito trabalho para levar Alonso e Felipe Massa a lutar pelas primeiras colocações, apesar do bom tempo do espanhol, sexta-feira. A Ferrari foi quem menos quilômetros percorreu. Sebastian Vettel e Mark Webber, da Red Bull, destacaram não dispor de um recurso, este ano, que os diferencie tanto dos demais, como em 2010, o escapamento aerodinâmico. Mas a base do modelo RB8 é a mais eficiente da F-1.

Bruno Senna poderá não dispor do monoposto mais veloz do campeonato, mas já tem o título de o mais resistente. O FW34-Renault percorreu 1.647,2 quilômetros, segundo melhor.

Quem dá mostras de estar à frente no bloco intermediário é a Toro Rosso, sempre rápida e constante. E a McLaren não fez um carro que a faça diferente demais dos concorrentes. Hamilton e Button não impressionaram em nenhum momento.

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