MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO
MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO

Thiago Pereira assiste a título do revezamento e garante sua 19ª medalha

Nadador iguala Gustavo Borges como maior medalhista brasileiro

MARCIO DOLZAN E NATHALIA GARCIA, enviados especiais a Toronto, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 22h04

Em busca de recordes, o nadador Thiago Pereira conquistou na noite desta terça-feira seu primeiro ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Detalhe: sem precisar entrar na água. Após participar da eliminatória dos 4x100 metros livres pela manhã, ele acompanhou da arquibancada os colegas Matheus Santana, João de Lucca, Bruno Fratus e Marcelo Chierighini garantirem o lugar mais alto do pódio na final, com novo recorde da competição (3min13s66). Na prova feminina, o Brasil foi bronze com recorde sul-americano.

Na final do revezamento masculino, o Brasil começou mal a prova. Matheus Santana virou os primeiros 50m em quarto e entregou em terceiro (49s28). João de Lucca conseguiu virar a prova em segundo (parcial de 48s06).

Terceiro a competir, Bruno Fratus (48s56) deixou Chierighini já na ponta, e aí o nadador que acabara de levar o bronze nos 100m livre garantiu a vitória, com ótima parcial de 47s76. O Canadá ficou em segundo (3min14s32, também abaixo do recorde pan-americano anterior), e os Estados Unidos em terceiro (3min16s21).

O revezamento permite que as equipes sejam modificadas entre a fase classificatória e a final, mas todos que tiverem entrado na piscina ganham medalhas. Thiago Pereira e Nicolas Oliveira competiram pela manhã. À noite, foram substituídos por Matheus Santana e Marcelo Chierighini, que haviam participado na eliminatória dos 100 metros livres mais cedo.

Com o resultado do revezamento, Thiago Pereira, apelidado de "Mister Pan", igualou o ex-nadador Gustavo Borges como maior medalhista brasileiro em Jogos Pan-Americanos, com 19 no total. Ele agora está a quatro pódios de se tornar o maior da história do evento e a seis ouros de se tornar o maior vencedor de todos os tempos, superando o cubano Erick López, que tem 18 ouros e 22 pódios na carreira.

SHOW DAS MULHERES

Na natação feminina, o referencial não é a medalha - canadenses e norte-americanas estão em um estágio muito à frente -, mas sim o relógio. E por, enquanto, as brasileiras estão dando show. Em três provas disputadas nesta terça-feira no Centro Aquático, três recordes sul-americanos.

Com Larissa Martins (com 54s67, novamente abaixo do antigo recorde sul-americano, que batera 72 minutos antes com 54s61), Graciele Herrmann, Daynara de Paula e Etine Medeiros, o Brasil nadou lado a lado com duas das melhores equipes do mundo e terminou em terceiro, com 3min37s39, de longe o melhor resultado do País na prova em todos os tempos.

O antigo recorde sul-americano, de 3min41s05, foi estraçalhado. Com aquela marca, o Brasil foi 11.º colocado na fase de classificação do Mundial de Barcelona, em 2013. Com o tempo que fez nesta terça-feira em Toronto, teria obtido o sexo lugar na final, exatamente atrás do Canadá.

O referencial é importante porque o Brasil vai a Kazan (Rússia), no início de agosto, com a meta de ficar entre os 12 primeiros colocados nos revezamentos para classificá-los para os Jogos Olímpicos do Rio.

Em Toronto, o Canadá bateu o recorde dos Jogos Pan-Americanos, com 3min36s80, seguidas de perto pelos Estados Unidos, que completaram em segundo, com 3min37s01, também abaixo do antigo recorde da competição.

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