Divulgação/CBDA
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Thiago Pereira 'bate na trave', e Ryan Lochte fica com o ouro

Brasileiro quebrou o recorde sul-americano, mas ficou de fora do pódio do Mundial de Esportes Aquáticos

30 de julho de 2009 | 13h19

A terceira medalha do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos não veio por pouco. Nas palavras do próprio Thiago Pereira, "bateu na trave". Ele ficou com a quarta colocação nos 200 metros medley, em prova que o norte-americano Ryan Lochte ficou com o ouro e, de quebra, ainda bateu o recorde que era do compatriota Michael Phelps.

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Thiago Pereira fez o tempo de 1min55s55, novo recorde sul-americano da prova. Para o Mundial, de nada adiantou. Lochte cravou 1min54s10, o húngaro Laszlo Cseh fez 1min55s24, seguido por Eric Shanteau, também dos EUA, com 1min55s36.

 

Ainda que indiretamente, Michael Phelps teve influência no resultado da prova. No início deste ano, o campeão olímpico em Pequim 2008 simplesmente desistiu dessa disputa e acompanhou a quebra de seu recorde das arquibancadas do Foro Itálico.

 

O quarto lugar teve um tom de frustração para Thiago Pereira. Assim como tinha feito nas eliminatórias, ele começou muito bem nos estilos borboleta e costas, chegou a brigar pelo ouro no nado peito, mas perdeu rendimento e acabou fora do pódio no crawl.

 

"Fiz tudo o que eu poderia fazer. Nadei super forte, mas não deu", disse o brasileiro, que, depois da prova, ainda ficou alguns minutos, sentado, desolado olhando o placar geral. "Fiz um baita tempo, era o que eu tinha sonhado fazer aqui, mas bateu na trave", afirmou, em entrevista ao SporTV.

Com uma fratura na mão no início do ano, Pereira não teve o preparo ideal para a disputa em Roma. Apesar disso, tentou esconder a insatisfação e preferiu sonhar com dias melhores, quem sabe, nos Jogos Olímpicos de Londres.

"Tenho certeza que esse foi só o início do meu ciclo olímpico e comecei com o pé direito. Na batida de mão, foi azar, mas já comecei melhor. Tem três anos até Londres ainda", disse.

Stefano Rellandini/EFE

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