Thiago Silva usa na seleção brasileira o que aprendeu no Milan

Zagueiro vai usar tudo o que aprendeu no time para neutralizar o ataque da seleção italiana

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2013 | 02h10

GENEBRA - Thiago Silva não é mau agradecido, mas vai usar tudo o que aprendeu no Milan para neutralizar o ataque da seleção italiana no amistoso de quinta-feira. Ele jogou três anos no Milan antes de se transferir para o PSG, e considera a passagem pelo futebol italiano fundamental para a sua evolução como zagueiro.

Quando foi comprado do Fluminense, Thiago passou seis meses só treinando no Milan - o clube não tinha vaga para jogadores extracomunitários (sem passaporte da União Europeia) e por isso não pôde inscrevê-lo. E esse período de treinos o ajudou a entender como deveria jogar.

"Eu tive um tempo de adaptação de seis meses. O Ancelotti (que era o técnico do Milan e hoje o dirige no PSG) me levava para quase todos os jogos fora de casa para que eu pudesse aprender a forma de o time jogar." Dessa maneira, ele conheceu todos os segredos da movimentação defensiva do Milan e, de certa forma, do futebol italiano.

"Tem de se comportar como o time. Se o time vai para a frente, tem de sair rápido. Não fica aquela brecha de 70 metros entre ataque e defesa", explica. "Se você não tiver um espaço reduzido dos zagueiros e laterais para os meias, a dificuldade defensiva é muito grande. No Brasil, a distância entre o setor defensivo e o ofensivo é perigosa."

Capitão do time na era Mano Menezes e ausente por contusão na estreia de Felipão, Thiago foi sincero ao dizer que prefere o esquema que o novo treinador usará amanhã, com um meio de campo mais marcador. "O Mano trabalha de uma forma, com volantes que saem bastante para o jogo, e o Felipão gosta muito de dois volantes que marcam forte. Com o Mano a nossa defesa ficava muito aberta, mas o time chegava fácil na frente. Para a gente que joga atrás é mais fácil ter a ajuda de dois marcadores."

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