Marcelo Ruschel/Divulgação
Marcelo Ruschel/Divulgação

Thomaz Bellucci se inspira em Novak Djokovic para retomar escalada

Tenista brasileiro toma sérvio como exemplo para começar reação já na Copa Davis

Giuliander Carpes - Enviado especial, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2011 | 00h00

KAZAN - Thomaz Bellucci é realista quando analisa sua temporada. Sabe que jogou abaixo do que dele se esperava. Que o diga nos últimos dois torneios - perdeu na primeira rodada do Masters de Cincinnati e no US Open, depois de estar vencendo Dudi Sela por 2 sets a 0. O reflexo está no ranking: caiu da sua melhor colocação, 21.º, para 38.º do mundo. Mas espera que a Copa Davis possa ser um impulso para retomar o crescimento.

"Resultados pouco positivos de vez em quando são normais. Não estou nem um pouco abalado e tenho tentado melhorar técnica e mentalmente", diz Bellucci. "A Copa Davis pode ajudar muito a dar confiança para um jogador. A gente tem o exemplo de alguns tenistas que deram uma chacoalhada na carreira depois de confrontos do torneio. Espero que a Davis possa me ajudar também."

INSPIRAÇÃO

A inspiração é no maior tenista da atualidade e seus compatriotas. Desde que foi campeão da Davis em 2010, Novak Djokovic perdeu apenas dois jogos, conquistou três títulos de Grand Slam (Australian Open, Wimbledon e US Open, segunda) e deixou os antes intocáveis Rafael Nadal e Roger Federer para trás ao assumir a liderança do ranking. Para completar, Viktor Troicki e Janko Tipsarevic também cresceram e pela primeira vez entraram no seleto grupo dos 20 melhores do mundo, objetivo de Bellucci há dois anos.

O cenário para a retomada não é tão propício. Mas revela suas oportunidades. Contra a Rússia, o Brasil joga livre de favoritismos. Embora os donos da casa levem vantagem por terem escolhido o local - a Academia de Tênis de Kazan, no longínquo Tartaristão, a 800 quilômetros de Moscou - e o piso do confronto, os brasileiros gostaram do que viram: uma quadra rápida, mas nem tanto, e um adversário enfraquecido pela ausência de Nykolay Davydenko, o tenista do país que conseguiu fazer mais sucesso nos últimos anos.

"Acredito que o Bellucci tem condições de vencer qualquer tenista do circuito mundial hoje em dia", afirma João Zwetsch, capitão da equipe da Copa Davis e ex-treinador do paulista. "Já mostrou isso no Masters de Madri, onde venceu o Tomas Berdych (atual 9.º do ranking mundial) e o Andy Murray (4.º), além de ter dado trabalho para o próprio Djokovic na semifinal. Acredito muito nele."

DESAFIO

Uma conjunção de fatores vai precisar estar alinhada para Bellucci liderar o Brasil a uma histórica vitória contra a Rússia e ao tão sonhado retorno ao Grupo Mundial - a elite do maior torneio por equipes da modalidade.

Sem o peso de ter de confirmar favoritismo, o grande obstáculo nas traumáticas derrotas para o Equador e a Índia nos últimos dois anos, o tenista acredita que pode está mais preparado.

"São confrontos que já foram deixados para trás. Acredito que tenho um pouco mais de bagagem na Copa Davis agora e isso vai fazer a diferença", confia Thomaz Bellucci.

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