Time agora se prepara para maratona: 3 jogos em 6 dias

Daqui a quatro dias o Palmeiras estreia na competição mais importante do ano, aquela que Vanderlei Luxemburgo ainda não conquistou e que a torcida mais aprecia: a Taça Libertadores da América. Na quinta-feira, recebe o Real Potosí no jogo de ida da fase preliminar, no Palestra Itália, às 19h30.O torneio obrigou o treinador a mudar os planos do time e a deixar de lado um pouco o Campeonato Paulista. No próximo fim de semana, é certo que escalará um time inteiro de reservas. Com os seis pontos conquistados em duas rodadas, ele pode fazer alterações com mais tranquilidade.Na terça-feira, a equipe encara o Marília, em São Paulo, às 20h30. Luxemburgo, que havia dado pistas de que pouparia os titulares, ontem mudou um pouco o discurso e deixou aberta a possibilidade de mesclar jogadores. "Vou pensar um pouco mais", declarou o treinador. "Estamos com a equipe ainda desentrosada", prosseguiu. "Se pusermos o time para jogar junto, vamos ganhar conjunto."O problema é que dois dias depois o Palmeiras recebe o Potosí, a prioridade neste início de ano. "Mas lesão pode ocorrer em treino também, não só em jogo", comentou o técnico. O goleiro Marcos, que ainda não jogou no ano, deve estrear no torneio continental.Horas depois do jogo do Palestra Itália, o time já viaja na sexta-feira para a Bolívia, para minimizar os efeitos dos 4 mil metros de altitude de Potosí. Os treinamentos serão na cidade de Sucre (2.800 metros acima do nível do mar) e o elenco só segue para Potosí no dia do jogo (4 de fevereiro). O preparador físico Antônio Mello já avisou que o ideal seria mais de uma semana de treinos no local para se preparar adequadamente, mas que não é possível por causa do calendário. "A altitude é um doping natural para eles", comentou Mello.Antes do confronto decisivo pela Libertadores, o Palmeiras visita no próximo domingo a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas. Como o elenco principal estará na Bolívia, os reservas terão uma boa oportunidade para mostrar para Luxemburgo que podem dar conta do recado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.