Time 'cascudo' anima Leão, diretoria e torcida

Reação como a de quinta, contra o Coritiba, quando vinha mal e tinha um jogador a menos, mostram equipe mais aguerrida

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2012 | 03h07

Se não dá na raça, vai no coração. A dramática vitória sobre o Coritiba nos minutos finais mostrou mais uma vez que o espírito do São Paulo de 2012 mudou. A equipe desinteressada e conformada do ano passado deu lugar a um grupo aguerrido que luta até os momentos finais e ignora as adversidades. O resultado pode nem sempre ser a vitória, mas a disposição resiste até o fim.

O clima de catarse na arquibancada após o apito final já se repetiu antes na temporada. Contra a Ponte Preta, também na Copa do Brasil, a equipe teve forças para superar a eliminação no Campeonato Paulista, a crise gerada pelo afastamento de Paulo Miranda e o placar adverso para avançar às quartas de final.

Outras demonstrações de que o time adquiriu "casca" foram dadas no Paulista, como quando virou a partida contra o Ituano em 45 minutos após sair perdendo por 2 a 0 (venceu por 4 a 2) ou na vitória sobre o Santos garantida nos minutos finais e com um jogador a menos.

Os próprios atletas veteranos admitem desde o começo da temporada que o astral é outro e veem o grupo atual como mais aguerrido. Para eles, vitórias como as de quinta-feira fortalecem ainda mais a equipe na busca pelos títulos. "Vitórias como essa nos deixam mais fortes. O clima no vestiário após o jogo era muito bom, porque tivemos muito empenho e nos ajudamos na partida. Se 11 contra 11 foi complicado, com um a menos foi ainda mais difícil", comemorou o zagueiro Rhodolfo.

Se tem sobrado determinação, o aspecto tático ainda é o maior problema até aqui.

Ninguém esconde que é preciso mostrar mais nas partidas para convencer o torcedor de que a equipe será capaz de brigar por títulos. Cobrado, Emerson Leão defende seu trabalho e diz que nenhum time brilha no país. "Recomendo que quem quiser beleza não venha assistir ao futebol brasileiro. Não estamos dando espetáculo há algum tempo. Em um dia que tudo conspirava contra, poderíamos ter feito 3 a 0, o que seria injusto com o Coritiba pelo que eles fizeram. Arriscamos no segundo tempo porque os 40 mil torcedores mereciam e fomos premiados com uma jogada do atleta que estava mais cansado em campo", rebateu o técnico.

Diretoria aprova. Embora ainda enxergue ter espaços para mais avanços, o presidente Juvenal Juvêncio tem gostado do comportamento demonstrado até aqui. A avaliação do presidente e da diretoria é que a equipe peca muito mais por questões táticas do que por falta de vontade. Foi o próprio Juvenal que comandou a reformulação do grupo no início do ano após enxergar que alguns atletas não estavam comprometidos com a equipe.

SÃO PAULO. LEÃO NÃO VAI POUPAR NINGUÉM CONTRA O ATLÉTICO-MG

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.