Time de Mano estreia nesta quinta, às 15h45, na Olimpíada

Diante do Egito, time de Mano Menezes começa nesta quinta-feira, 26, corrida pelo ouro inédito

Mateus Silva Alves, ENVIADO ESPECIAL/ CARDIFF, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h05

A hora da verdade finalmente chegou para Mano Menezes. Contratado para montar uma grande seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2014, o treinador sobreviveu ao fiasco na Copa América da Argentina, no ano passado, mas sabe que dificilmente sobreviverá a um fracasso nos Jogos Olímpicos de Londres. Se vencer o torneio, ele receberá os louros por ter conseguido levar o País a um título inédito. Se perder, a conta deverá ser paga na forma de demissão. Para Mano e sua turma, é muito importante começar o torneio com uma vitória sobre o Egito, em Cardiff, no País de Gales, hoje, às 15h45 (horário de Brasília).

Nenhum outro time disputará o torneio olímpico sob tanta pressão quanto o Brasil. Nem a Espanha, que tem ganho um troféu atrás do outro, ou a Grã Bretanha, a dona da casa. Para essas seleções, deixar de ganhar o título será algo desagradável, não mais do que isso. Para a seleção, no entanto, o cenário é bem diferente. É medalha de ouro no peito ou crise.

Mano Menezes é um homem esperto e sabe bem onde está se metendo. E para não aumentar ainda mais a temperatura do caldeirão em que mergulhou, ele trata em suas declarações públicas de minimizar a pressão pela conquista do título olímpico.

"Tradicionalmente o Brasil é sempre o favorito, mas já ganhamos e já perdemos como favoritos. Na fase de grupos, nosso objetivo é ir às quartas de final, não se pode fazer mais do que isso. Se formos bem, vamos tentar alcançar mais", disse Mano em sua última entrevista antes da estreia. "Penso que a cobrança é proporcional a quem ocupa este cargo. Não tenho e nunca tive ilusões quanto a isso. É preciso saber as responsabilidades, cobranças e saber conviver com elas. E não tenho do que reclamar."

O que Mano está louco para descobrir é se o bom futebol que sua equipe olímpica mostrou nos amistosos da excursão pela Alemanha e pelos Estados Unidos, especialmente na partida contra a Argentina, vai se repetir em um jogo que vale três pontos. O técnico passou os últimos dias dizendo que a seleção chegou à estreia nos Jogos do jeito que ele queria, com entrosamento e senso coletivo bem desenvolvido.

É evidente que o treinador espera muito de Neymar, sua maior estrela, mas não só dele. Mano aposta todas as suas fichas em uma maneira de jogar muito agressiva, com marcação por pressão para roubar a bola perto da área adversária. Outra característica adquirida pela seleção, e que tem dado bons resultados, são as constantes trocas de posição de Neymar, Hulk e Oscar, que confundem as defesas.

A deixar o treinador preocupado, a única coisa é o goleiro. A lesão de Rafael, há três dias da estreia, pegou Mano no contrapé e ele se viu obrigado a confiar em Neto, um goleiro que jamais disputou uma partida pela seleção, nem mesmo nas categoria de base. Para o técnico, é fundamental que Neto tenha uma atuação segura diante dos egípcios para ganhar confiança. Do contrário, haverá sofrimento até o fim da Olimpíada.

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