Time reage, mas Muricy reconhece dificuldade

Para técnico, elenco do Santos é pequeno e, no futuro, ele terá de priorizar a disputa do Mundial de Clubes

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2011 | 00h00

Depois de ganhar dois jogos seguidos, contra Bahia e Fluminense, afastando-se um pouco da zona de rebaixamento, o Santos começa a sinalizar que o seu objetivo principal no segundo semestre será mesmo a conquista da terceira estrela, na provável decisão do Mundial de Clubes contra o Barcelona, em dezembro.

O Campeonato Brasileiro vai servir apenas de laboratório para o time chegar ao fim do ano no ponto ideal e o técnico Muricy Ramalho está preocupado apenas em ver a equipe jogando como nos melhores momentos do Campeonato Paulista e da Libertadores. "Temos de esperar um pouco mais para sentir se o time voltou à normalidade. Nas duas últimas partidas, os jogadores já se posicionaram melhor e fizeram jogadas que não vinham fazendo. O único problema é a sequência que teremos em 40 dias", afirmou o treinador.

Com relação ao título do Brasileiro, sua previsão não é otimista. "Para o Santos está difícil, porque começamos muito atrás, em razão de abrirmos mão da competição no início, já que havia um objetivo maior a ser atingido. Mas, tudo é possível."

O maior medo de Muricy é perder titulares importantes às vésperas do viagem ao Japão. Nas últimas entrevistas, ele vem enfatizando que tem apenas um time, que, quando completo, é bom, mas que falta elenco ao Santos. "No Palmeiras, perdi um campeonato por falta de elenco. As pessoas têm de aprender que o Brasileiro é longo, tem muitos jogos e viagens longas". Ele reconhece que São Paulo, Internacional e Corinthians estão mais fortes nesse aspecto, contando com bons reservas.

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