Times prejudicados reclamam de tudo

Projetos terão de ser refeitos, o que resultará em aumento de gastos

Livio Oricchio, O Estadao de S.Paulo

16 de abril de 2009 | 00h00

As acusações das sete equipes atingidas com a decisão do Tribunal de Apelos da FIA vão da não observação do espírito do novo regulamento, caracterizado pela redução da pressão aerodinâmica, aos riscos do significativo aumento da velocidade dos carros, enveredando, ainda, pela elevação dos custos. Mario Theissen, diretor da BMW, comentou: "Além de contrariar o objetivo da questão aerodinâmica, a legalidade do difusor vai de encontro ao definido pelo grupo de estudo para facilitar as ultrapassagens." O alemão acredita que a manobra mais desejada pelo novo regulamento será prejudicada. E ainda complementou: "Obriga os sete times a investir pesado para refazer seus carros." Um dos propósitos das novas regras era a redução dos custos. Ao ter de repensar seu projeto, as escuderias necessitarão aumentar e muito o orçamento da temporada numa época de crise. Outra norma adotada este ano, que dificilmente será respeitada, é a limitação de 8 horas de trabalho por dia no túnel de vento. A velocidade com que terão de modificar os carros para enfrentar Brawn, Toyota e Williams fará com que ninguém acate a determinação. Uma das equipes mais afetadas com a aprovação dos difusores de Brawn, Toyota e Williams é a Red Bull. Adrian Newey concebeu o melhor carro fora das três que adotam o polêmico difusor. Na Malásia, o engenheiro disse: "Todo nosso conjunto traseiro é extremamente baixo e será bastante difícil podermos ter um difusor como o da Brawn." Falou mais: "Teríamos de rever o projeto do carro todo. Levaria meses e enorme investimento."Helmut Marko, responsável pelo programa de jovens pilotos da Red Bull, disse à imprensa ontem: "Se tudo der certo, teremos uma nova versão do RB05 no GP de Mônaco (dia 24 de maio)".

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