'Tirei um peso das minhas costas'

ENTREVISTA

Bruno Lousada / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

JADE BARBOSA

Ginasta

VOLTA À SELEÇÃO DEPOIS DE DOIS ANOS DE IMPASSE

Jade estava angustiada. Desde outubro de 2009, via o sonho de voltar à seleção esbarrar em questões burocráticas. O entrave era a assinatura de contrato com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). Seu pai, Cesar Barbosa, e a entidade não se entendiam na negociação. Após longo impasse, que a impediu de competir no Pré-Pan e na etapa de Ghent da Copa do Mundo, na Bélgica, o acordo foi selado e ela, aos 19 anos, convocada para defender o Brasil no Mundial de Roterdã, na Holanda, entre 16 e 24 de outubro - algo que não fazia desde os Jogos de Pequim, em 2008.

Jade afirmou estar aliviada com o acordo fechado com a Confederação. "Fiquei abalada. Foi ruim treinar com essa dúvida na cabeça", disse ao Estado. Ela assinou contrato com a CBG por três meses e, ao competir pela seleção, só poderá usar o uniforme com patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Além de Jade, a lista inclui Danielle Hypolito, Bruna Leal, Priscila Cobello, Ethiene Franco, Adrian Gomes e Gabriela Soares - apenas uma será reserva. Já a seleção masculina, sem Diego Hypolito, contundido, vai contar com Mosiah Rodrigues, Danilo Nogueira, Péricles Silva, Sergio Sasaki, Petrix Barbosa, Felipe Polato e Francisco Barreto.

Como é voltar à seleção

depois de dois anos?

Estou muito feliz. Tirei um peso das minhas costas. Eu não sabia se estaria na seleção ou não (pois faltava assinar o contrato com a Confederação). Fiquei abalada. Foi ruim treinar com essa dúvida na cabeça. Pensava: "Ah, vou treinar de novo e não vou."

Agora, tudo foi resolvido. Qual sua expectativa?

Competir bem. Foi uma luta retornar à equipe, mas isso, pelo menos, já passou. Estou com o pensamento tranquilo, só focada nos treinos.

A grave contusão no punho

direito pode atrapalhá-la no

Mundial?

A lesão não melhorou nem piorou. Está estabilizada. Faço treinamento adequado e muita fisioterapia. Não sinto mais dores no local e posso competir em alto nível. Estou bem. Faço tudo que fazia antes.

Qual sua meta para o

Mundial?

Não estou pensando em medalha. Meu objetivo é fazer uma competição bonita, limpa. O que vier é lucro.

Existe a possibilidade de você ser reserva. Como lidaria com isso?

Nem parei para pensar nisso. Vou chegar lá e treinar forte. Eles que vão decidir. Sempre tenho de melhorar. Fiquei feliz com a convocação, já estava até com saudade. Vai dar tudo certo.

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